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The Economist

Ex-assessor de Trump repercute notícia britânica sobre Moraes “estar em apuros”

Jason Miller, ex-assessor do presidente dos EUA, Donald Trump, é aliado de Bolsonaro. (Foto: EFE/EPA/JEENAH MOON / POOL)

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Jason Miller, ex-estrategista do primeiro governo de Donald Trump, repercutiu nesta terça-feira (3) uma reportagem da revista britânica The Economist que aponta supostas polêmicas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A publicação de Miller ocorre dias após manifestações realizadas no Brasil sob o lema “Acorda, Brasil”, em meio a críticas ao Judiciário e a decisões da Corte.

Na publicação, Miller apenas cita alguns trechos da reportagem como:
“[A]lexandre de Moraes também está em apuros… surgiram provas de que a esposa do Sr. Moraes, que é advogada, recebeu um contrato incomumente vago e lucrativo para representar o Banco Master…”

Em resposta à publicação de Miller, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro respondeu: "É a isso que chamamos nos EUA... CORRUPÇÃO!".

A reportagem intitulada “O Supremo Tribunal Federal do Brasil está envolvido em um enorme escândalo” foi publicada pela The Economist, na última quinta-feira (25). O texto afirma que “alguns dos juízes mais poderosos do mundo têm uma relação excessivamente próxima com a elite empresarial e política” e sustenta que, apesar de defender a democracia, o tribunal tem adotado postura considerada mais intransigente diante de críticas.

Logo no início, a revista menciona o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro. O caso ampliou o debate sobre ética na Corte após revelações sobre relações entre o banqueiro e o antigo relator de processos envolvendo a instituição.

O ministro Dias Toffoli é citado 12 vezes ao longo do texto, inclusive em referência ao resort Tayayá e a relatório da Polícia Federal que teria identificado conversas entre juiz e parte envolvida.

Moraes citado 11 vezes pelo The Economist

A reportagem também afirma que “Alexandre de Moraes está em apuros”. Segundo o veículo, surgiram provas de que a esposa do ministro, advogada, teria recebido um contrato “incomumente vago e lucrativo” para representar o Banco Master.

Ainda conforme a revista, antes da nomeação de Moraes ao STF, o escritório de advocacia de sua esposa tinha 27 casos perante o STF e o STJ. Hoje, segundo o texto, seriam 152.

A publicação acrescenta que, após o surgimento das informações, Moraes teria determinado investigação contra servidores da Receita Federal por suposto vazamento de dados confidenciais.

Segundo a The Economist, tanto Toffoli quanto Moraes afirmam nunca terem julgado casos com conflito de interesses e defendem que a adoção de um código de ética seria desnecessária.

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