Ramzan Kadyrov tomou posse como presidente da Chechênia nesta quinta-feira aos 30 anos. Ele tem sua própria milícia, foi elogiado pelos aliados por restaurar a ordem na província russa, mas foi acusado por grupos de direitos humanos de matar e sequestrar civis.
Kadyrov, cujo pai Akhmad foi assassinado em 2004 após sete meses na presidência, jurou respeitar as leis chechenas numa cerimônia luxuosa em Gudermes, a 30 km da capital Grozny.
Como seu pai, Ramzam Kadyrov passou para o lado de Moscou e tomou posse com a bênção do Kremlin após lutar contra o domínio russo da província caucasiana.
- Meu pai sempre me disse que o poder não é um fim em si mesmo, mas uma ferramenta - disse ele às centenas de convidados no pavilhão envidraçado de sua mansão em Gudermes. - Tudo o que quero é uma Chechênia pacífica dentro da federação russa - acrescentou.
Kadyrov, nomeado pelo presidente russo, Vladimir Putin, em fevereiro, tem sido um importante elemento na estratégia do Kremlin de isolar as forças separatistas e reconstruir a província, devastada por duas ofensivas militares russas desde 1994.
Kadyrov governa efetivamente a Chechênia desde a morte de seu pai, mas só pôde tomar posse oficialmente depois de completar 30 anos.
Alexander Petrov, vice-presidente do escritório russo da Human Rights Watch, disse que a posse de Kadyrov não mudará a situação na Chechênia. "As pessoas continuarão a ser sequestradas e ficarão detidas por dias, semanas ou meses. Alguns são espancados e torturados e outros desaparecem."







