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Escândalo

Executivos de "pirâmides" têm prisão ordenada na Colômbia

Financeiras ilegais captaram dinheiro de milhões de pessoas. Uribe tem várias provas de que pelo menos uma da empresas teriam vínculos com o narcotráfico

Um juiz ordenou a captura dos executivos da empresa DMG, envolvida no escândalo das empresas que captavam dinheiro ilegalmente nas chamadas "pirâmides financeiras" e que afetou milhões de pessoas. A informação foi divulgada oficialmente nesta quarta-feira (19).

Dois dos executivos foram presos em Bogotá na madrugada desta quarta-feira. Os delitos pelos quais eles são acusados são concerto para delinqüir, lavagem de ativos, enriquecimento ilícito, captação massiva de dinheiro e suborno.

Entre os nomes dos que tiveram a captura ordenada está David Murcia, principal acionista da DMG, que supostamente vive no Panamá, segundo Gladys Sánchez, chefe da Unidade Nacional de Promotores contra a Lavagem de Ativos.

A mulher de Murcia, Amparo Guzmán de Murcia, um de seus cunhados, William Suárez, e outros três membros da DMG estão entre os procurados. Margarita Pabón e Daniel Angel, ambos da DMG, são os já capturados.

O presidente Álvaro Uribe manifestou publicamente sua preocupação com o escândalo da financeiras ilegais. O senador da situação Carlos Ferro afirmou nesta terça-feira (18) que Uribe disse a vários congressistas que o governo tem provas de que pelo menos uma dessas empresas tem vínculos com o narcotráfico.

Segundo Ferro, Uribe mostrou gravações como provas. "Isso comprometeria uma série de pessoas que estavam ali, com a DMG e com dinheiro do narcotráfico", sustentou o senador.

O presidente do Congresso, Hernán Andrade, afirmou que as provas seriam levadas a juízes e promotores.

O advogado da DMG, Abelardo De La Espriella, afirmou que não teme um processo penal. Para ele, "o processo está cheio de irregularidades".

A polícia ocupou na segunda-feira escritórios da DMG em todo o país e o governo decretou "estado de emergência". Com a medida, pode promulgar decretos com força de lei, para controlar o colapso das empresas que arrecadavam dinheiro ilegalmente.

Os donos de várias dessas empresas estavam foragidos desde a semana passada. Muitos membros da DMG defenderam a empresa, alegando que haviam recebido o dinheiro combinado nos contratos.

O governo do Panamá informou que Múrcia chegou pela primeira vez ao país em 2005, com visto de turista. A última vez que ingressou no Panamá foi em 21 de outubro deste ano, também com visto de turista, que lhe permite permanecer por 30 dias.

A DMG opera também no Equador e na Venezuela. A situação está mais tensa no departamento (estado) de Putumayo, no sul da Colômbia, em cujos municípios Murcia começou a construir o seu hoje derrubado império. O prefeito de Orito, Juan Santacruz, disse a situação é "preocupante" no município e teme que a população saqueie o Banco Agrário. As informações são da Associated Press.

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