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Entrevista

“Explosão foi mensagem da extrema-direita”

Entrevista com Camilo González, analista de conflito.

Para o colombiano Camilo González, analista de conflito, o atentado de ontem em Bogotá não é obra de guerrilheiros. Gonzáles diz que a extrema-direita quer conter a distensão política trazida por Juan Manuel Santos.

O que significa um atentado cinco dias após a posse de Santos?

A hipótese mais provável é que tenha sido uma mensagem da extrema-direita. A mudança de governo gerou um ambiente de distensão. Houve a reunião com os juízes, o encontro com Hugo Chávez... Essa bomba foi uma mensagem de radicalização. Outros acreditam que foi a guerrilha, mas não me parece coerente. As peças já estão se movendo, como as propostas feitas pelo Exército de Libertação Nacional (ELN). Há variações fundamentais deste governo em relação às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc|). Santos disse: "Libertem os sequestrados, cessem fogo e conversaremos."

Que reação essa bomba pode gerar?

Houve duas respostas. Santos foi cauteloso, disse que não se deve fazer o jogo do terrorismo. Já o ministro da Defesa afirmou que, se for um ato da guerrilha, é preciso responder duro. Há pequenas variações nesses discursos. É preciso prestar atenção.

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