Blacksburg, Virgínia Quatro dias depois da chacina promovida pelo sul-coreano Cho Seung-Hui, a família do autor do massacre da Universidade Técnica da Virgínia (Virginia Tech) pronunciou-se pela primeira vez por meio de um comunicado divulgado pela irmã, Cho Sun-Kyung Segundo a nota, ela e seus pais sentem-se "desesperançosos, desamparados e perdidos". "Minha família pede desculpas pelo terrível comportamento de meu irmão. Estamos vivendo um pesadelo", disse. Sun-kyung declarou ainda que a família estava à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento.
Ontem foi dia de luto nos Estados Unidos, especialmente no câmpus da universidade. Ao meio-dia, o país parou para um minuto de silêncio pelas 32 vítimas do massacre de segunda-feira. As perguntas mais ouvidas durante as homenagens eram por que o jovem Cho, que havia sido declarado "doente mental" por um hospital psiquiátrico, em 2005, não teve um acompanhamento psicológico por parte da universidade e como ele conseguiu burlar os controles federais para a compra de armas de fogo.
A principal dúvida é se Cho estava ou não nas listas de pessoas que não podiam comprar armas. Pelos dados divulgados até agora, a única coisa que está clara é que ele passou pelo sistema federal que checa os antecedentes pessoais e autoriza a venda de armas.



