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Miami – O ciclone Félix continuou ganhando intensidade, se transformando em um furacão de categoria 4 com ventos de 225 km/h, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos EUA. Ao entrar em contato com as águas quentes do Caribe, Félix continua se fortalecendo e pode chegar à categoria 5, se tornando o segundo desta temporada após o Dean a chegar à categoria máxima de intensidade na escala Saffir-Simpson.

A advertência de tempestade tropical está mantida para a Jamaica e foi anulada nas Antilhas Holandesas com a passagem do sistema pelas ilhas de Aruba, Bonaire e Curaçao.

Ontem, o centro de Félix estava localizado 135 km ao nordeste de Aruba, e o furacão se movia para oeste a 30 km/h, de acordo com o NHC. O furacão muda constantemente de direção, dificultando a previsão do seu impacto na região, segundo a governadora de Curaçao, Lizanne Richards-Dindial. "Félix está brincando conosco", disse ela, acrescentando que as casas noturnas e os cassinos seriam fechados mais cedo. "Essa medida é para nossa própria proteção", afirmou ela.

Ainda como tempestade tropical, Félix causou chuvas e ventos fortes em Granada, derrubando fiações elétricas e deixando estações de TV e de rádio fora do ar. Não houve relato de feridos.

Em Aruba, a cerca de 30 km da costa da Venezuela, moradores e funcionários de hotéis fizeram fila em lojas na capital, Oranjestad, para estocar água, alimentos e outros mantimentos. "Este tipo de fenômeno raramente atinge Aruba, então as pessoas estão muito preocupadas", afirmou o funcionário Mark Werleman.

O centro do furacão estava às 18 horas (de Brasília) de ontem na latitude 13,6 graus norte e na longitude 72 graus a 710 quilômetros ao sudeste de Kingston.

O furacão segue uma trajetória oeste-noroeste em direção ao norte da Nicarágua e Honduras e em linha de impacto com Belize na terça ou quarta-feira, segundo o NHC.

Temporada

Nesta temporada - que começou em 1.º de junho e acabará em 30 de novembro - se formaram cinco tempestades tropicais: Andrea, Barry, Chantal, Dean e Erin. Dean se tornou o primeiro furacão da temporada na bacia atlântica e alcançou a categoria 5 quando atingiu a península mexicana de Iucatã.

A temporada de furacões terá uma atividade ciclônica superior ao normal, segundo o professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Colorado (Estados Unidos), William Gray, mas não será "hiperativa" como a registrada em 1995, 2004 e 2005.

Gray afirmou em agosto que seria registrada a formação de 15 tempestades e oito ciclones, dos quais quatro seriam intensos.

Os meteorologistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (OAA) dos Estados Unidos, com sede em Washington, prevêem a formação de entre sete e nove furacões. Destes, três a cinco poderiam se tornar ciclones de grande intensidade (categoria 3, 4 ou 5, as maiores da escala Saffir-Simpson).

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