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Fidel surge na tevê e diz que há "risco de guerra"

Fidel Castro durante entrevista à tevê estatal de Cuba: líder reaparece no momento em que o governo anuncia a libertação de presos políticos | Alex Castro/Reuters
Fidel Castro durante entrevista à tevê estatal de Cuba: líder reaparece no momento em que o governo anuncia a libertação de presos políticos (Foto: Alex Castro/Reuters)

Com um fio de voz, mas corado e aparentando ter recuperado peso, o ex-ditador Fidel Castro participou ontem do programa "Mesa Redonda" na tevê estatal cubana.

É a segunda aparição pública do líder em uma semana e uma das mais longas desde que, doente, se afastou do poder em 2006.

A reestreia na tevê de Fidel, num vídeo aparentemente gravado, ocorre no mesmo dia em se esperava que os 7 primeiros prisioneiros políticos cubanos partissem rumo à Espanha como parte do acordo fechado entre Havana, a Igreja Católica e Madri na semana passada.

Na entrevista transmitida pela principal tevê estatal venezuelana e pela rede chavista Telesur , Fidel falou sobre o risco de uma guerra nuclear que começaria entre as Coreias e incluiria o Irã.

O ex-ditador leu, sem ajuda de óculos, trechos de seus próprios textos recentes sobre a situação que chama de "risco iminente de guerra".

Fidel vestia um abrigo cinza escuro, sobre uma camisa xadrez de tons vermelhos.

O dirigente máximo da ilha, Raúl Castro, 79 anos, irmão mais novo de Fidel, prometeu liberar um total de 52 presos políticos até outubro.

A coincidência dos eventos não tem leitura única de analistas. "Não se pode ter certeza sobre as coisas em Cuba. É um mistério dentro de um enigma", diz o jornalista e ferrenho crítico dos Castro, Carlos Montaner.

"Fidel está cada vez mais doente e é cada vez menos consultado. Ele jamais teria incluído a igreja na operação dos presos políticos", diz Montaner.

"Não vejo essas diferenças entre eles. É uma performance conjunta sempre", diz o jornalista independente e blogueiro Reinaldo Escobar.

Há quem pense que Fidel, representante de uma linha-dura contra os supostos desejos de mudança ao menos econômicas do irmão Raúl, apareceria agora para dinamitar os acenos de Havana à União Europeia e aos EUA.

Ontem, porém, o ex-ditador não havia feito nenhuma menção à situação cubana até as 21 horas.

O ex-ditador visitara, na quarta passada, centro de pesquisa de Havana. Tanto a entrevista na tevê como fotos do encontro de quarta saíram na mídia estatal cubana.

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