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O Fundo Monetário Internacional (FMI) talvez precise assumir uma participação mais ampla e diferenciada na Europa se as autoridades da União Europeia (UE) não chegarem logo a um plano convincente para superar a crise na zona do euro, declarou neste domingo o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

Zoellick observou que, em crises anteriores na América Latina e no sudeste da Ásia, o FMI atuou junto aos governos locais enquanto os bancos centrais "permaneceram no outro lado da mesa de negociações".

Na UE, porém, os programas do FMI foram acertados em conjunto com o Banco Central Europeu (BCE) e com a Comissão Europeia. Zoellick mencionou a diferença e manifestou uma "preocupação honesta" quanto à eficácia desse modelo.

"Se os líderes da UE não oferecerem um plano de aprofundamento dessa união logo, o FMI talvez tenha que passar para o outro lado da mesa de negociações", sugeriu. Os comentários de Zoellick foram feitos em Los Cabos, na véspera do início da reunião do Grupo dos 20 (G-20, que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo). As informações são da Dow Jones.

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