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Entrevista

"Foi muito de repente"

Sandra Katzman, brasileira que mora em Galveston e ficou um mês fora de casa após a passagem do furacão Ike

  • 18/10/2008 22:03

Gazeta do Povo – Como foi a ordem para sair de casa?

No dia 9 (de setembro, terça-feira), ninguém estava preocupado com nada porque o noticiário dizia que o furacão iria para oeste. Mas, no dia seguinte, ele deu uma guinada e a prefeitura disse que parte da ilha seria evacuada. Na quinta, às 9 horas, veio a ordem para todos saírem. Foi muito de repente.

Por que tanta gente ficou para trás?

Ninguém esperava que a maré subisse. Muita gente deixou para sair na sexta-feira, porque o furacão chegaria no sábado. Um mergulhador aposentado decidiu ficar em casa. As ondas derrubaram a casa, ele se agarrou em uma mesa e foi levado pela correnteza por 12 km. Quando foi resgatado, estava com uma infecção necrosante na pele que poderia tê-lo matado.

Você sentiu medo?

Foi um choque, fiquei muito nervosa. Fomos para um hotel em Dallas a 400 km e lá fiquei pensando que não havia levado tudo de que precisava, não havia tirado a comida da geladeira nem desligado a chave geral da energia. Muitas casas pegaram fogo por causa disso.

Por que vocês demoraram um mês para voltar?

Quando o furacão passou, derrubou toda a estrutura de energia elétrica e destruiu o esgoto, contaminando a água. Havia muitos peixes, vacas, cavalos mortos. Ainda tem muita gente que não pode voltar porque mora num bairro sem condição nenhuma.

E a sua casa?

Tem rachaduras e a água entrou pelas pelas paredes, por onde houvesse um buraquinho. Um quarto está cheio de mofo, vai ter que trocar piso, carpete... As paredes aqui são de madeira, e ela apodrece quando umedece. O telhado resistiu. Já meu vizinho não teve essa sorte. Agora é esfregar, limpar, consertar, pintar, aparar, reconstruir, reparar.(HC)

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