O presidente cubano, Fidel Castro, ficou furioso quando a revista "Forbes" estimou sua fortuna em US$ 550 milhões no ano passado. Neste ano, a magazine subiu a estimativa da riqueza do líder comunista para ótimos US$ 900 milhões.
Castro, que diz que seu valor líquido é zero, é o provável beneficiário de até US$ 900 milhões, baseados em seu controle de empresas controladas pelos estados, disse a revista financeira americana em sua lista anual de "Reis, rainha e ditadores" na quinta-feira.
Reis e xeques dos estados do Golfo Arábico ainda encabeçam a lista da "forbes", a ser publicada em sua edição de 22 de maio.
O rei saudita Abdullah é o número um, com estimados US$ 21 bilhões, seguido pelo sultão Hassanal Bolkiah, de Brunei, com US$ 20 bilhões, e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeque Khalifa bin Zayed al-Nahayan, com pelo menos US$ 19 bilhões.
Entre os europeus, o príncipe Hans-Adam II, de Liechtenstein, aumentou a fortuna da família, feita de palácios, imóveis e coleções de arte, com um investimento na produção americana de um arroz híbrido, para um total estimado em US$ 4 bilhões.
Talvez o mais diligente dos líderes listados é o xeque Mohammed bin Rashid al-Maktoum, de Dubai, com um valor líquido de US$ 14 bilhões.
A "Forbes" estima que o renomado criador de cavalos de raça também ajudou a aumentar o PIB de Dubai de US$ 8 bilhões para quase US$ 40 bilhões desde 1994 ao diversificar suas indústrias.
O presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasago, entrou na lista pela primeira vez. Estima-se que ele valha US$ 600 milhões, disse a revista, apesar de um boom no mercado do petróleo não ter impedido a queda de seu país no ranking de desenvolvimento das Nações Unidas.
Castro tinha dito que pensava em processar a "Forbes" depois da divulgação da lista de 2005, quando sua fortuna estimada se aproximava da fortuna da rainha da Inglaterra.
- Eles acham que eu sou Mobutu (o ex-presidente do Zaire) ou algum dos muitos milionários, aqueles ladrões, que o império protege? - disse ele, no ano passado, referindo-se aos Estados Unidos.
Este ano, Castro estaria bem acima da monarca britânica. A rainha Elizabeth aparece com cerca de US$ 500 milhões em imóveis, pedras preciosas e uma coleção de selos montada por seu avô. A lista não inclui o Palácio de Buckingham ou as jóias da coroa.
Uma cópia da lista, compilada por editores da "Forbes" e não confirmada pela realeza, foi divulgada na quinta-feira.
A revista separa os mandatários dos bilionários porque, para ela, é difícil separar o estado da riqueza pessoal. Há fortunas ali que datam de 800 anos atrás.







