i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
corte de gastos

Governo argentino obtém vitória com aprovação de orçamento enxuto

Senado da Argentina aprovou o orçamento com os ajustes que afetarão áreas como obras públicas, saúde e segurança, mas que permitirão a Argentina zerar o déficit fiscal

    • Buenos Aires, Argentina
    • Folhapress
    • 15/11/2018 10:17
    Senadores argetinos votam a lei orçamentária para 2019 | DANIEL VIDES/AFP
    Senadores argetinos votam a lei orçamentária para 2019| Foto: DANIEL VIDES/AFP

    O governo de Mauricio Macri obteve uma vitória na madrugada desta quinta-feira (15), quando o Senado aprovou o orçamento para 2019, com os ajustes que afetarão áreas como obras públicas, saúde e segurança, mas que permitirão a Argentina chegar ao déficit fiscal de 0%, pré-requisito do Fundo Monetário Internacional (FMI) para liberar o resto das cotas do empréstimo de US$ 50 bilhões firmado em junho.

    A votação terminou com 45 votos positivos, 24 negativos e uma abstenção. Como a aliança governista Cambiemos tem apenas 25 senadores, precisou do apoio de parte significativa dos peronistas moderados, costura complicada que durante o dia apresentou várias dissidências que evidenciaram um racha nesse bloco, mas que acabou sendo realizada.

    O governo queria ter o orçamento aprovado antes do início da reunião de líderes do G20, que ocorre entre os dias 30 de novembro e 1 de dezembro, para mostrar que vem cumprindo suas metas econômicas e que merece a confiança dos investidores estrangeiros.

    O orçamento, com forte ajuste – serão 12% menos nas obras públicas e 5% na educação, por exemplo – teve forte resistência por parte da oposição. O analista político Marcos Novaro diz que "isso pode parecer uma vitória agora, mas ficar sem obras a inaugurar em ano de eleição (em 2019 há eleição presidencial e legislativa) pode ser complicado para um governo que quer se manter no cargo".

    De fato, o presidente Mauricio Macri já manifestou vontade de concorrer a um segundo mandato nas eleições de outubro de 2019. Os outros possíveis rivais seriam um nome dentro do chamado peronismo moderado e alguém do kirchnerismo, provavelmente a ex-presidente Cristina Kirchner. Seu bloco votou contra o que chamam de "orçamento do ajuste", porém não conseguiram barrar a medida.

    Leia mais: Crise e corrupção minam as forças dos principais políticos argentinos

    Houve fortes críticas, como a do peronista José Mayans, que disse "esse governo não melhorou nenhum número, agora querem impor um orçamento cheio de ajustes à população, não sei porque devemos dar esse voto de confiança a eles. Os resultados até aqui mostram que seu projeto econômico fracassou."

    A resposta ficou por conta do senador Esteban Bullrich (Mudemos) que disse que "este é o caminho correto, precisamos lembrar que esse governo assumiu com uma pressão tributária recorde e impossibilitado de cumprir suas dívidas com aposentados e pensionistas".

    O debate durou mais de 13 horas e terminou por volta das 3h (4h no Brasil).

    Manifestações

    Pessoas protestam contra a proposta de orçamento do governo Macri para 2019, do lado de fora do CongressoEITAN ABRAMOVICH/AFP

    Havia grupos sociais e militantes do kirchnerismo e de partidos de esquerda do lado de fora, que fizeram barulho a tarde toda. Os cartazes diziam "não ao ajuste" e "fora Macri", além de aludir que os cortes no orçamento tornariam impossível que os argentinos chegassem ao fim do mês, com a retirada de subsídios, principalmente ao transporte, e com a inflação em alta (possivelmente chegará a 40% ou a 50%, segundo consultoras independentes).

    forte esquema de segurança montado, porém, foi eficiente e evitou os distúrbios de dezembro do ano passado, quando o Congresso aprovou a reforma previdenciária sob forte tensão, com muitos feridos e detidos.

    Deixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 0 ]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.