
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, prometeu ontem que seu país e a França usarão "todos os meios" para ajudar os insurgentes líbios a derrubarem o governante da Líbia, Muamar Kadafi.
Cameron teve uma reunião com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, na capital francesa, na qual os dois líderes discutiram com seus conselheiros militares estratégias da operação de ataque aéreo a Kadafi, em meio a diferenças com os Estados Unidos, que recentemente retiraram seus caças das operações. A campanha da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), até agora, fracassou em esmagar as forças de Kadafi, após três semanas de bombardeio.
A França e a Grã-Bretanha, os dois maiores poderes militares europeus, têm conduzido em grande parte as operações. Cameron disse que as reuniões parisienses terão como foco auxílios posteriores aos insurgentes líbios. Ele afirmou ainda que os dois países buscarão maneiras de impedir as tropas de Kadafi atacarem alvos civis em cidades como Misurata, reduto insurgente no oeste líbio cercado por semanas pelas forças do governante e já parcialmente sob controle de Kadafi. "É terrível o que Kadafi está fazendo em Misurata, ele está matando seus próprios cidadãos, matando crianças. As ordens vieram diretamente dele. Mas a Otan tomou medidas, nós destruímos dezenas de tanques e outros carros blindados ao redor de Misurata", disse Cameron.
Mais cedo, a França já havia instado a Otan a manter a pressão militar sobre as forças de Kadafi.



