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Brasil, China, Índia e África do Sul se opõem à meta de reduzir pela metade as emissões mundiais de gases-estufa até 2050, disseram diplomatas europeus na quarta-feira.

Num documento, esses quatro países em desenvolvimento também se opõem à meta de que o auge das emissões globais ocorra até 2020, e que o aquecimento se limite a 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

O tema será discutido entre os dias 7 e 18 de dezembro na conferência climática da ONU em Copenhague.

"O documento é defensivo. Estabelece os limites para essas economias emergentes", disse à Reuters um diplomata europeu.

Os diplomatas consideram que o documento complica os preparativos para a conferência. Muitos países desenvolvidos apoiam as metas rejeitadas pelas quatro nações como parte de uma "visão compartilhada" de princípios comuns no combate ao aquecimento global.

"Eles não querem quaisquer cifras sob o cabeçalho de uma visão compartilhada no esboço de Copenhague", disse um outro diplomata.

"Eles dizem que não podem aceitar 2 graus Celsius, pico global em 2020 e 50 por cento (de redução até 2050) em comparação aos níveis de 1990", disse um diplomata.

A China é o maior emissor global de gases que provocam o efeito estufa, à frente dos EUA. A Índia vem em quarto, atrás da Rússia.

No passado, China e Índia insistiram para que os países desenvolvidos, que enriqueceram queimando combustíveis fósseis, fizessem cortes profundos nas suas emissões até 2020, antes de esperar que as nações em desenvolvimento também aderissem às restrições.

Pequim e Nova Délhi querem que os ricos, por exemplo reduzam suas emissões até 2020 para 40 por cento abaixo dos níveis de 1990. A atual proposta do governo norte-americano é uma redução de 3 por cento nesse período; a União Europeia oferece de 20 a 30 por cento."A UE está coçando a cabeça neste momento. Nenhum desses países parece disposto a explicar ou justificar suas posições para a UE ou os EUA", disse um segundo diplomata.

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