
Milhares de pessoas foram afetadas ontem em Londres pela segunda greve do metrô em menos um mês, o que obrigou ao fechamento total ou parcial de várias estações e provocou graves problemas no tráfego rodoviário na capital britânica. A greve convocada pelos sindicatos de transporte RMT e TSSA começou no domingo, às 19 h locais, quando milhares de empregados deixaram de trabalhar para protestar contra um plano da entidade que gerencia o transporte público, Transport for London (TFL), de suprimir 800 vagas de trabalho, essencialmente nas estações. Três das 11 linha de metrô da capital inglesa estavam paradas, e as outras parcialmente afetadas, mas o TFL disse que 40% dos trens continuam circulando e que o serviço estava melhor do que durante a greve anterior de 7 de setembro. "A paralisação de Londres prevista pelos líderes dos dois sindicatos não aconteceu", declarou Howard Collins, chefe das operações do metrô londrino, que registra normalmente 3,5 milhões de trajetos diários.
No entanto, inúmeras pessoas tiveram que suportar longas filas sob as chuva nas paradas de ônibus e táxis para tentar chegar ao trabalho. Enquanto isso, outros usavam barco, bicicleta, patinete e, inclusive, iam a pé como transporte alternativo. O prefeito conservador de Londres, Boris Johnson, criticou a greve, classificando-a de um "ataque político contra o governo" e que a capital teria virado refém dos grevistas. Os sindicatos, por sua parte, pediram que o primeiro-ministro David Cameron intervenham na disputa que, se não for resolvida, deverá dar lugar a outras paralisações de 24 horas em novembro próximo.







