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Um militar do Paraguai ficou morto e outro saiu ferido de um enfrentamento com guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP) na madrugada de ontem, em Arroyito, na zona rural do distrito de Horqueta, a 98 quilômetros da fronteira com o Brasil, de acordo com a polícia.

O confronto ocorreu em frente a um acampamento dos guerrilheiros, que foram alertados por cães de guarda. O sargento César Fernández foi a 33.ª vítima do grupo e a primeira entre militares. O militar ferido foi o primeiro-tenente Mario Ávalos, que está internado. De acordo com informações do jornal ABC Color, de Assunção, Ávalos está recebendo terapia intensiva.

Ambos faziam parte de uma força-tarefa conjunta, que incluía membros do Exército e da Polícia Nacional paraguaios, para interromper as atividades do acampamento. Foi o primeiro ataque oficial ao grupo guerrilheiro desde que o presidente Horácio Cartes aprovou, em agosto, emendas à Lei de Defesa Nacional para poder atacar os guerrilheiros. As operações continuam em busca dos guerrilheiros.

Recompensa

Ainda de acordo com o ABC Color, o Ministério do Interior do Paraguai oferece recompensas de 100 milhões de guaranis (cerca de R$ 50 mil) por pistas que levem à captura dos novos membros do EPP identificados pelas autoridades. A recompensa por informações para a captura dos líderes do grupo, Osvaldo Daniel Villalba Ayala, Manuel Cristaldo Mieres e Magna María Meza Martínez é dez vezes maior.

O grupo

O EPP é um movimento armado marxista que opera desde 2007 no norte do Paraguai, próximo à fronteira do Brasil. Suas primeiras atividades remontam a 1997.

O grupo guerrilheiro é acusado pelas autoridades de ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias Colômbia da Colômbia (Farc) e com traficantes de maconha da região. Segundo o governo, o grupo tem entre 30 e 40 membros. De acordo com o ABC Color, desde fevereiro de 2005, 19 civis e 13 policiais foram mortos pelo grupo, além do militar no confronto em Arroyito. Outros 41 policiais teriam sido feridos em 25 ataques dos guerrilheiros às forças de segurança. O último ataque do EPP foi registrado em outubro, quando um comissário da polícia de Horqueta foi morto em uma emboscada.

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