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A imprensa internacional está repercutindo o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, com a medida tendo sido referendada por maioria na Segunda Turma da corte. As reportagens foram publicadas antes da decisão de Flávio Dino para a reintegração de Rodrigues.
O jornal argentino La Nación afirmou que Mendonça “alega que a própria unidade de inteligência da corporação o submeteu a um ‘monitoramento sistemático’ e a uma ‘coleta de dados direcionada’ por mais de um mês, e que os relatórios resultantes analisavam minuciosamente suas decisões e o trabalho de investigadores policiais como se tratasse de uma investigação disciplinar interna”.
O La Nación destacou que “o receio no Planalto é que a crise possa influenciar o resultado das eleições”. “O senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo Partido Liberal, tem surfado no discurso contra o sistema judiciário e contra [o ministro do STF Alexandre de] Moraes, em particular”, disse o jornal argentino.
O espanhol El País descreveu que “o conflito tem origem no caso Banco Master, um escândalo de corrupção envolvendo um banqueiro que, aparentemente, buscou proteção junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, segundo mensagens divulgadas na semana passada”.
“A questão abriu uma guerra entre Moraes, o juiz sob suspeita, e seu colega André Mendonça, que investiga o caso e suspendeu provisoriamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções”, acrescentou o El País.
A agência americana Associated Press escreveu que “Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou em sua decisão que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues — nomeado por Lula —, e o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, chefiavam uma organização que teria produzido seis relatórios ilegais sobre as atividades do ministro até o final de agosto”.
“Atualmente, Mendonça preside duas investigações politicamente sensíveis: uma sobre a quebra do Banco Master, que envolveu diversos políticos, e outra sobre supostas fraudes no sistema previdenciário brasileiro. A primeira atingiu principalmente figuras da oposição, enquanto a segunda levantou suspeitas de irregularidades envolvendo um dos filhos de Lula”, acrescentou a matéria da AP, que foi publicada por outros órgãos de imprensa americanos, como o jornal The Washington Post.







