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O vereador Marcos Baquero (centro) é recebido por parentes no aeroporto de Villavicencio: liberdade após 19 meses de cativeiro | Eitan Abramovich / AFP
O vereador Marcos Baquero (centro) é recebido por parentes no aeroporto de Villavicencio: liberdade após 19 meses de cativeiro| Foto: Eitan Abramovich / AFP

Ex-senadora agradece o apoio do Brasil

A ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, que integra o grupo que vai resgatar cinco reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), agradeceu ontem a colaboração do governo brasileiro na operação.

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Caracas - Após 19 meses de cativeiro, o vereador colombiano Marcos Ba­­­­quero foi entregue ontem pe­­las Forças Armadas Revolucio­­nárias da Colômbia (Farc) a uma comissão humanitária, na primeira das cinco liberações unilaterais de reféns prometidas pe­­la guerrilha para ocorrer nos pró­­ximos dias.

"As minhas primeiras palavras são para a minha mulher e para os meus filhos. Amo-os mui­­to’’, disse Baquero, da cidade de San José de l Guaviare, à rádio Ca­­racol. Pediu que vai "trabalhar duro’’ para a libertação dos ou­­tros reféns.

Mais tarde, a Cruz Vermelha, que coordena a missão liderada pela ex-senadora colombiana Pie­­dad Córdoba, lançou nota agra­­decendo ao governo brasileiro.

Como em 2010, a operação conta com a ajuda logística do Brasil, que cedeu os helicópteros Cougar do Exército para trasladar os reféns de pontos da selva à cidade de Villavicencio, no centro da Colômbia.

Negociação

As Farc anunciaram as primeiras liberações unilaterais de sequestrados no governo Juan Manuel Santos na esperança de recuperar algo de simpatia pública, na­­cional e internacional, e emendar uma negociação política com Bogotá.

Santos assumiu em agosto pro­­metendo manter a ofensiva militar de seu antecessor, Álvaro Uri­­be, que enfraqueceu como nunca as Farc. Disse, porém, que as portas do diálogo não estavam "fechadas à chave’’.

O governo colombiano repete, porém, que as Farc devem re­­nunciar aos sequestros, aos atos terroristas e ao tráfico de drogas antes de que seja iniciada qualquer interlocução.

Sabe-se que há contatos nos bastidores entre integrantes da cúpula das Farc – encurraladas nas montanhas no centro do país – e entes do governo.

A guerrilha sofreu diversos golpes nos últimos anos, inclusive o assassinato de líderes pelo governo. Em 2010, a guerrilha chegou a dizer que não haveria mais gestos sem contrapartida do governo colombiano, exigindo o chamado intercâmbio hu­­manitário – troca de reféns por guerrilheiros presos –, mas aparentemente foi forçada a mudar de estratégia.

As liberações unilaterais co­­meçaram em 2008, quando as Farc pediram que os reféns fossem entregues ao presidente ve­­nezuelano, Hugo Chávez. A ali­­an­­ça logo seria interrompida pelas turbulências da relação entre Chá­­vez e Uribe.

Outras libertações

Até o dia 13 as Farc prometem en­­­­tregar mais quatro reféns: o também vereador Armando Acu­­ña, os militares Henry López Mar­­tínez, Salín Antonio San­­mi­­guel Valderrama e o policial Guil­­ler­­mo Solórzano. As operações acon­­tecerão nos departamentos de Caqueté e Tolima.

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