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Eleição contestada

Há 20 anos, Al Gore se recusava a reconhecer a vitória de Bush

  • 09/11/2020 21:43
Foto de arquivo. O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush fala na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan enquanto promove seu livro “Retratos da Coragem: Tributo do Comandante em Chefe aos Guerreiros da América” ​​em Simi Valley, Califórnia, em 1.º de março de 2017.
Foto de arquivo. O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush fala na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan enquanto promove seu livro “Retratos da Coragem: Tributo do Comandante em Chefe aos Guerreiros da América” ​​em Simi Valley, Califórnia, em 1.º de março de 2017.| Foto: Mark RALSTON / AFP

A apuração da eleição presidencial americana de 2020 está demorando mais do que era esperado. O candidato democrata Joe Biden conseguiu os 270 votos do colégio eleitoral necessários para sua vitória, de acordo com as projeções da mídia americana, mas uma série de disputas judiciais colocam em suspenso o pleito. E o candidato a reeleição Donald Trump disse que só joga a toalha quando a Suprema Corte der a palavra final.

O calendário para a disputa judicial é apertado, já que pendências tem de ser resolvidas até dia 8 de dezembro deste ano.

Contudo, esta não é a primeira vez na história recente americana que o vencedor só foi declarado após mais de um mês de litígio. Em 2000, aconteceu algo semelhante na disputa do republicano George W. Bush e o democrata Al Gore. Naquela ocasião, Bush ganhou por apenas 271 delegados e o estado da Flórida teve um papel fundamental. Relembre como foi.

Eleição acirrada

Al Gore foi o vice-presidente de Bill Clinton por oito anos e era franco favorito para a vitória nas primárias democratas, como de fato aconteceu. Bush, por sua vez, passou por uma dura corrida nas primárias contra John McCain. Durante a campanha, Bush parecia levar vantagem sobre Gore, mas, na noite da eleição, nenhum vencedor apareceu claramente.

Primeiro, os estados de Oregon e do Novo México permaneceram indefinidos por alguns dias, mas acabaram nas contas do candidato democrata. Depois, a disputa recaiu sobre a Flórida que, com seus 29 delegados, definiria a eleição.

As redes de televisão inicialmente projetaram Al Gore como vencedor na Flórida, mas depois declararam que Bush abrira vantagem e era o vencedor.

Segundo a reportagem do New York Times à época, Al Gore, que estava para aceitar publicamente a derrota, recebeu a notícia de que a vantagem de Bush havia caído drasticamente. O então vice-presidente liga para Bush e afirma que a corrida estava indefinida e que não iria conceder. Neste momento a diferença dos dois era de menos de 600 votos. A lei da Flórida exige uma recontagem obrigatória, quando uma diferença estreita como essa ocorre.

Disputas judiciais

Em 10 de novembro, a recontagem havia terminado com uma diferença de 327 votos de um total de 6 milhões. A diferença foi tão pequena que vários condados tiveram de enfrentar recontagens, pois cada cédula que fosse encontrada com problemas era contestada.

As máquinas usadas em Palm Beach, por exemplo, liam cédulas perfuradas, mas não as marcavam bem, deixando-as semiperfuradas – e com a comissão eleitoral repleta de casos para decidir quais cédulas eram válidas, pois não havia consenso.

Em 26 de novembro, o conselho de apuração do estado certificou novamente Bush como vencedor, com 537 votos de diferença, mas o litígio continuou.

Em 8 de dezembro, a Suprema Corte da Flórida pediu uma recontagem em todo o estado e ordenou que os 67 condados reexaminassem manualmente os votos que haviam sido rejeitados na contagem. Os democratas ficaram exultantes com a notícia. Mas a Suprema Corte dos Estados Unidos interveio poucas horas após o início da recontagem, emitindo uma liminar para suspender o processo. Três dias depois, os ministros da Suprema Corte revogaram a decisão do tribunal estadual.

Segundo Rick Hasen, professor de Direito e Ciências Políticas da Universidade da Califórnia, e autor de The Voting Wars: From Florida 2000 to the Next Election Meltdown [As guerras de votação: da Flórida de 2000 ao próximo colapso eleitoral], na verdade foram duas votações.

A primeira, por 7-2, decidiu que a recontagem na Flórida, tal qual estava sendo conduzida, era inconstitucional, pois “não havia padrões claros sendo aplicados de forma consistente a todas as cédulas”. Depois, por 5 votos contra 4, o tribunal declarou que “o tempo havia se esgotado para encontrar uma solução”.

Essa decisão interrompeu de vez o processo e levou Bush à vitória.

Foi só a partir daí que o democrata Al Gore reconheceu relutantemente a derrota, em 13 de dezembro de 2000. Em um discurso televisionado ele afirmou que aceitava “o resultado final que seria ratificado no Colégio Eleitoral”. E acrescentou: “Nesta noite, pelo bem de nossa unidade como um povo e da força de nossa democracia, ofereço minha concessão”.

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Comentários [ 8 ]

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  • F

    F.Neto

    ± 3 horas

    Coisa triste os EUA (cada Estado, na verdade) terem um sistema eleitoral tão sujeito a falhas, questionamentos e fraudes mesmo.

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    • R

      Renata Sartore Jones

      ± 8 horas

      Sim, em apenas um Estado, qual seja, a Flórida. É depois de um processo de 37 dias ele reconheceu que perdeu para Bush. Esse jornal parece uma Catraca Livre da Direita!

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      • D

        Dilbert

        ± 8 horas

        Gazeta só contou meia história. Al Gore venceu no voto popular e só não levou a eleição por causa do Jeb Bush, governador da Florida (e irmão do George Bush), que impediu recontagem de votos, anulou milhares de cédulas em distritos democratas e protelou o processo até a decisão sa Suprema Corte. A cédula era complicada e muitos q queriam votar no Gore perfuraram o cartão no lugar errado. Muitas leis eleitorais mudaram depois dessa fraude descarada

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        • D

          Dilbert

          ± 8 horas

          Gazeta só contou meia história. Al Gore venceu no voto popular e só não levou a eleição por causa do Jeb Bush, governador da Florida (e irmão do George Bush), que impediu recontagem de votos, anulou milhares de cédulas em distritos democratas e protelou o processo até a decisão sa Suprema Corte. A cédula era complicada e muitos q queriam votar no Gore perfuraram o cartão no lugar errado. Muitas leis eleitorais mudaram depois dessa fraude descarada

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          • R

            Robert Alexander

            ± 3 horas

            Exato. So contaram meia historia.

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        • A

          ALVARO JOSE JUNQUEIRA NUNES

          ± 10 horas

          A imprensa se arrogou como única escrutinadora válida. Este jogo, infelizmente, ainda está no primeiro tempo. Deixar no vácuo um pleito tão importante é muito perigoso, ainda mais que os dois candidatos estão se demonstrando insuficientes para ocupar o cargo.

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          • E

            Emerson

            ± 11 horas

            É claro que ganhar é mais gostoso do que perder, só que ambas as coisas fazem parte do processo dito democrático. O pior que vejo é quando o perdedor se enche de empáfia e continua arrotando suas arrogâncias e farpinhas de ódio. Tá difícil e vai piorar!!!

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            • T

              Thiago

              ± 11 horas

              Salutar lembrança! Vender o duvidoso como certo é mentir, logo quase todos os jornalistam brasileiros estão mentindo para nós, seus leitores. J. não é o Presidente Eleito dos EUA. Ele pode vir a ser, se o STF gringo decidir que não houve fraude, ou que até houve mas não suficiente para mudar o resultado. Ai a mentira que estão nos vendendo ficará como antecipação da verdade. Mas se o STF gringo constatar que os Democratas fabricaram votos criminosamente e que excluídos esses votos fraudulentos da contagem T. venceu, então T. estará reeleito. A mentira estará exposta, e a credibilidade dos profissionais que a venderam abalada. Um risco besta, desnecessário pra quem vive de credibilidade

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