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Um mediador alemão entregou nesta quarta-feira ao Hamas a resposta de Israel à proposta para a troca de centenas de presos palestinos por um soldado que está como refém, e o grupo islâmico disse que precisaria de alguns dias para avaliar a nova versão.

Sinalizando um possível avanço, uma fonte oficial do Hamas disse que o grupo deve enviar uma delegação da Faixa de Gaza a Damasco, na Síria, até quinta-feira para encontrar líderes exilados do movimento. Tais conferências, raras, são reservadas a decisões importantes do Hamas.

Israel manteve restrições sobre quais exigências do Hamas poderiam ser atendidas em troca da libertação do soldado Gilad Shalit, que está como refém na Faixa de Gaza há três anos e meio.

O ministro israelense da Segurança, Eli Yishai, reiterou a apreensão israelense com relação a uma anistia de presos que possa estimular o Hamas, grupo que governa a Faixa de Gaza e não reconhece a existência de Israel.

"Sempre dizemos 'não a qualquer preço', porque do contrário nossos inimigos irão explorar isso. Por outro lado, temos de fazer todos os esforços possíveis", disse o ministro à rádio do Exército.

"Onde está o meio termo? Acho que quaisquer palavras adicionais (publicamente) sobre isso seriam excessivas."

Pela proposta, cerca de mil dos aproximadamente 11 mil palestinos presos em Israel seriam libertados.

Autoridades familiarizadas com as negociações dizem que Israel descartou a libertação de alguns militantes de primeiro escalão, que cumprem prisão perpétua por seu envolvimento na preparação de atentados letais.

Israel também cogitaria impedir entre 100 e 120 dos palestinos libertados de voltarem para a Cisjordânia ocupada, região que é governada pela facção Fatah, do presidente Mahmoud Abbas. Esses presos poderiam ir para a Faixa de Gaza ou para o exterior.

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