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Joseph Zen (ao centro) era um dos administradores de um fundo de ajuda a pessoas que foram presas ou ficaram feridas pela participação em protestos pró-democracia
Joseph Zen (ao centro) era um dos administradores de um fundo de ajuda a pessoas que foram presas ou ficaram feridas pela participação em protestos pró-democracia| Foto: EFE/EPA/JEROME FAVRE

A polícia de Hong Kong prendeu nesta quarta-feira (11) o cardeal católico Joseph Zen, de 90 anos, por suposta colaboração com forças estrangeiras por meio de um fundo dedicado a apoiar integrantes dos movimentos de protesto a favor da democracia ocorridos na cidade em 2019. Ele foi solto horas depois, após pagamento de fiança.

Nascido em Xangai, na China, Zen é bispo emérito de Hong Kong. Ele foi nomeado cardeal pelo papa Bento XVI em 2006 e se aposentou três anos depois. Desde então, tem sido um expoente da defesa dos direitos humanos e das liberdades política e religiosa.

Zen teve um papel ativo durante os protestos de 2019 e era um dos administradores do agora extinto 612 Humanitarian Relief Fund (Fundo de Ajuda Humanitária 612).

Além do religioso, foram detidas a artista canadense Denise Ho, a advogada Margaret Ng e a ex-legisladora Cyd Ho, todas também administradoras do fundo, de acordo com o jornal South China Morning Post.

As prisões aconteceram um dia depois que outro responsável pelo fundo, o acadêmico Hui Po-keung, foi interceptado e preso no aeroporto de Hong Kong quando estava prestes a embarcar em um voo para a Alemanha. Hui também foi acusado de suposta colaboração com forças estrangeiras.

Os quatro detidos nesta quarta-feira foram levados para diferentes delegacias, embora Cyd Ho já estivesse cumprindo duas sentenças relacionadas aos protestos de 2019.

As acusações feitas a eles são cobertas pela Lei de Segurança Nacional imposta por Pequim em junho de 2020, na esteira dos protestos pró-democracia de 2019. A pena máxima sob a lei é a prisão perpétua.

O fundo administrado pelas quatro pessoas presas foi criado em junho de 2019, no início dos protestos, com o objetivo de ajudar pessoas com poucos recursos financeiros que foram presas ou ficaram feridas pela participação nos protestos.

Em agosto do ano passado, a organização foi criticada por parte da imprensa de Hong Kong simpatizante da ditadura chinesa por suas supostas conexões com países estrangeiros, e pouco tempo depois acabou extinta.

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