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Laboratório

Idade da mortalidade de roqueiros é mito

 | Henry Diltz / AFP
(Foto: Henry Diltz / AFP)

A cantora Amy Winehouse tinha 27 anos quando morreu em julho, depois de beber álcool em excesso – um fato que lhe rendeu uma participação infeliz no que alguns chamam de Clube dos 27.

Ela se juntou a Kurt Cobain, Jim Morrison, Jimi Hendrix (fo­­to), Janis Joplin e uma série de outros músicos famosos que morreram aos 27 anos. A ideia de que é essa uma idade perigosa para roqueiros jovens e de su­­cesso já existe há algum tempo.

"Embora haja regularmente seres humanos que morrem com todas as idades, há um pico estatístico de músicos que morrem aos 27", diz Charles R. Cross, que publicou biografias de Hendrix e Cobain, em 2007.

Um estudo publicado na edição de Natal do periódico BMJ mostra que a afirmação não é mais do que um mito. Cientistas compilaram dados de 1046 mú­­sicos que tiveram um álbum no topo das paradas britânicas en­­tre 1956 e 2007.

Durante esse período, 71 dos artistas morreram. O risco de morte para os músicos na casa dos 20 e 30 anos se mostrou de 2 a 3 vezes maior do que o da população em geral. Mas não houve au­­mento nas mortes aos 27 anos.

O estudo identificou uma "aglomeração" de mortes entre os músicos que tinham de 20 a 40 anos durante os anos 1970 e início de 1980, mas não foi re­­gistrada uma morte sequer no final da década de 1980.

A redução de mortes prematuras pode estar ligado a melhorias no tratamento contra a over­­dose de drogas e a mudanças de estilo de vida.

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Comissão defende suicídio

A chamada Comissão Britânica para Suicídio Assistido recomendou que se permita aos médicos ajudar doentes terminais a morrerem sem que por isso sejam processados.

A recomendação está contida em um relatório divulgado na última quinta-feira para incentivar um debate geral no Reino Unido e mudar a atual legislação sobre o suicídio assistido.

A legislação britânica estabelece penas de até 14 anos de prisão para quem ajude uma pessoa a cometer suicídio.

A comissão, a cargo do ex-procurador-geral lorde Falconer e integrada por 11 especialistas na matéria, analisou a atual situação e entregou suas recomendações ao Parlamento.

Segundo o relatório, os doentes com expectativa de menos de um ano de vida deveriam ter a opção de pedir a seu médico uma dose de alguma substância que lhes ajude a morrer sem que isso represente um delito para o médico.

O doente, no entanto, deveria estar em condições de administrar sozinho a medicação, como sinal de que se trata de uma decisão tomada de maneira voluntária.

A comissão especifica que deve haver medidas estritas para garantir a proteção das pessoas que não tenham capacidade mental para tomar decisões, que estejam com depressão clínica ou se vejam pressionadas por parentes e amigos a tomar uma decisão.

Estas recomendações são rechaçadas pelos grupos contrários ao suicídio assistido, pois consideram que muitas pessoas vulneráveis podem ver-se pressionadas a se matar.

Mineral raro é encontrado na Austrália

Um raro mineral, chamado tranquillityite, que havia sido detectado somente em mostras rochosas da Lua há mais de quarenta anos, também foi encontrado na Aus­­trália.

"É incrível que a tranquillityite exista há todo esse tempo em ro­­chas na Terra e que tenham se passado 40 anos desde que foi encontrado na Lua para que fosse detectado aqui", disse Birger Ras­­mussen, líder da equipe da Uni­­versidade de Curtin, responsável pela descoberta.

O tranquillityite deve seu no­­me ao Mar da Tranquilidade, superfície da Lua onde foi encontrado pela primeira vez, junto à armalcolita e ao pyroxferroite, durante uma expedição da Apolo XI em 1969

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