Publicidade
Para entender

Igreja Católica celebra missas pelos 25 anos dos atentados de 11 de setembro

Imagem mostra um vitral de uma igreja católica. (Foto: Pixabay / Gini George)

Líderes religiosos de diversas regiões dos Estados Unidos promovem orações e reflexões nesta semana para marcar os 25 anos dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. As celebrações, que ocorrem em cidades como Nova York, Washington e Baltimore, homenageiam as quase 3 mil vítimas fatais, os socorristas e as famílias que ainda convivem com o luto e as cicatrizes deixadas pela tragédia.

Como a cidade de Nova York marca este aniversário histórico?

Em Nova York, o arcebispo Ronald Hicks conduz uma missa de vigília na Catedral de São Patrício para honrar a memória dos que partiram e o sacrifício dos bombeiros e policiais. A arquidiocese ressalta que, mesmo após duas décadas e meia, as fotografias dos socorristas perdidos continuam expostas em delegacias e quartéis, mantendo vivo o legado de coragem. As mensagens religiosas enfatizam que a cura é um processo longo e que a bondade genuína do povo surgiu como um suporte necessário em meio à dor, permitindo que a comunidade encontrasse forças para seguir em frente.

Quais homenagens estão programadas para a capital Washington e outras regiões?

Na capital americana, o arcebispo Timothy Broglio preside uma cerimônia na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição, focada no reconhecimento aos militares e agentes de emergência que atenderam ao chamado da nação. Paralelamente, o arcebispo Paul Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, convocou fiéis de todo o país para orações dedicadas às vítimas das Torres Gêmeas, do Pentágono e da Pensilvânia. Ele destaca que a fé serviu como um pilar de sustentação para a unidade nacional em um período marcado pela incerteza e pelo medo generalizado.

O que as lideranças religiosas dizem sobre o perdão e a justiça?

O bispo Frank Caggiano traz uma reflexão profunda sobre a misericórdia, diferenciando resiliência de simplesmente 'seguir em frente'. Ele argumenta que o perdão não significa esquecer ou ignorar a necessidade de justiça, mas sim uma decisão deliberada de não permitir que a ferida controle o restante da vida. Para o bispo, a justiça sem misericórdia corre o risco de se transformar em vingança, enquanto a misericórdia sem justiça pode virar indulgência. A lição central é reconhecer a dor de forma completa para, então, buscar a paz interior e comunitária de maneira repetida ao longo dos anos.

Qual é a mensagem final dos bispos sobre o legado de 11 de setembro?

Os bispos católicos ucranianos nos EUA também contribuíram com uma carta pastoral questionando o que a tragédia ensina hoje. Eles afirmam que o dia 11 de setembro revelou tanto o potencial humano para o mal, quando o ódio toma conta do coração, quanto uma capacidade ainda maior para a bondade e o sacrifício. A conclusão coletiva é um apelo à renovação do compromisso cristão de ser instrumento de paz em um mundo dividido. Citando passagens bíblicas, os líderes exortam a sociedade a não se deixar vencer pelo mal, mas sim a combater as sombras do passado por meio da prática do bem.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Tudo sobre:

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.