Policial se dirige para local onde foi encontrado pacote suspeito na Embaixada da Holanda, em Atenas | Loiusa Gouliamaki/AFP
Policial se dirige para local onde foi encontrado pacote suspeito na Embaixada da Holanda, em Atenas| Foto: Loiusa Gouliamaki/AFP

Bagdá - A operação de resgate de 120 cristãos feitos reféns por extremistas ligados à Al-Qaeda em uma igreja católica em Bagdá deixou um saldo total de 58 mortos e 78 feridos – a maioria deles mulheres e cri­­anças. Autoridades suspeitam que a maior parte dos reféns foi morta depois que forças especiais iraquianas – com ajuda de militares dos Estados Unidos – decidiram invadir a igreja Nossa Se­­nhora da Salvação, onde estavam os reféns.

Porém, também há relatos de testemunhas de que as vítimas já estavam sendo baleadas antes da invasão.

Dos 58 mortos, 2 eram padres, 39 fiéis e 12 policiais. Outras cinco pessoas morreram porque passavam na frente da igreja e foram atingidas por uma explosão.

O premier iraquiano Nouri al Maliki afirmou que o ataque foi uma tentativa de extremistas mu­­çulmanos de expulsar a minoria católica do país.

O ataque, no domingo, foi o maior realizado contra a minoria cristã do Iraque desde a invasão militar americana em 2003. Os cristãos representam apenas 0,8% da população do país, estimada em 29 milhões de pessoas.

O Papa Bento XVI condenou o atentado e pediu a paz no Oriente Médio. "Rezo pelas vítimas dessa violência sem sentido’’, disse.

Forças de segurança iraquianas revelaram que o ataque frustrado feito minutos antes contra a Bolsa de Valores de Bagdá – próxima à igreja – era só uma tentativa de confundi-los. O objetivo dos extremistas sempre foi invadir a igreja e fazer reféns.

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