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Longas filas de imigrantes, muitos deles refugiados da Síria, serpenteavam através do sul da Sérvia a pé nesta segunda-feira (24) antes de pegar trens e ônibus para o norte, rumo à Hungria, a última etapa de uma viagem cada vez mais desesperada para a Europa Ocidental.

Autoridades estaduais e agências de ajuda improvisaram tendas e se esforçavam para fornecer comida e água para milhares de pessoas através da parte ocidental dos Bálcãs, com os números se multiplicando desde que a Grécia começou a transportar imigrantes de suas ilhas superlotadas para o continente.

Visitando a fronteira da Macedônia-Grécia, o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, disse que a situação nos Bálcãs é “dramática”.

“Precisamos urgentemente de uma ação coordenada em toda a Europa”, disse ele à rádio ORF.

Na Sérvia, o funcionário da Cruz Vermelha Ahmet Halimi informou que 8.000 imigrantes haviam sido registrado na cidade de Presevo, no sul, nas últimas 24 horas.

Muitos tinham passado três dias desesperados na fronteira norte da Grécia, após a Macedônia interromper a passagem dizendo que não aceitaria mais ninguém. No sábado, porém, multidões enfrentaram cassetetes e bombas de efeito moral da polícia para forçar a entrada.

Impotente para deter a maré, a Macedônia providenciou trens e ônibus para levá-las ao norte, onde cruzaram a pé para a Sérvia.

Mais gente chegou nesta segunda-feira, caminhando a partir da passagem de fronteira em Miratovac até um centro de acolhimento em Presevo, onde muitos receberam ajuda médica, alimentos e documentos legalizando sua passagem pelo país.

“Eu só quero atravessar para continuar a minha viagem”, disse Ahmed, da Síria, na fronteira com a Sérvia. “Meu destino final é a Alemanha, eu espero.”

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