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O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acusou o Ocidente nesta segunda-feira de fomentar tumultos na Síria e por todo o Oriente Médio árabe para garantir a posição de Israel, informou a televisão estatal.

O Irã esmagou as manifestações da oposição iraniana, mas elogiou os levantes populares na região, os quais chamou de "despertar islâmico" contra governantes despóticos.

Mas Ahmadinejad acusou seu arqui-inimigo, os Estados Unidos, e outras nações ocidentais de armar um complô, citando como exemplo a Síria, aliada do governo iraniano, que está sendo abalada por manifestações antigovernamentais.

"Eles querem salvar o regime sionista (Israel) através da interferência na região, com o objetivo de semear a discórdia entre as nações e governos da região", disse ele em uma coletiva de imprensa.

"A América e o regime sionista querem enfraquecer a resistência da Síria por meio da criação da discórdia entre o governo sírio e a nação Síria", afirmou Ahmadinejad.

A Síria mantém com o Irã uma aliança anti-Israel e apoia o grupo libanês xiita Hezbollah e o palestino Hamas, que combatem Israel. Nas últimas semanas a Síria vem sendo tomada por crescentes protestos políticos contra o governo, inspirados nos levantes que derrubaram os regimes na Tunísia e Egito.

'O governo da Síria e sua nação são nossos amigos', disse Ahmadinejad. "Nós achamos que eles vão resolver adequadamente seus problemas."

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