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Questão nuclear

Irã não enviará urânio ao exterior; estuda troca por combustível

Ministro das relações exteriores iraniano criticou pressão dos Estados Unidos para que acordo fosse fechado

O Irã disse na quarta-feira que não enviará o urânio enriquecido produzido ao exterior para processamento, mas admitiu a possibilidade de trocá-lo por combustível nuclear e mantê-lo sob supervisão dentro do país, disse a agência de notícias ISNA.

A decisão deve irritar os Estados Unidos e seus aliados, que exortaram a República Islâmica a aceitar o acordo, que despojaria o governo iraniano da maior parte de seu urânio enriquecido. O objetivo era retardar em ao menos um ano a capacidade potencial do Irã de produzir bombas nucleares.

O acordo preliminar selado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pedia que o Irã enviasse por volta de 75 por cento do urânio de baixo enriquecimento que produz à Rússia e à França para que seja transformado em combustível de um reator de pesquisa médica de Teerã.

"Não enviaremos nosso combustível ao exterior, mas podemos analisar a possibilidade de trocá-lo simultaneamente por combustível nuclear dentro do Irã", afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, à agência de notícias ISNA.

Os EUA haviam rejeitado os pedidos iranianos para emendas sobre o acordo. O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou que o tempo para a diplomacia resolver o impasse sobre o programa nuclear do Irã estava acabando .

Mottaki criticou os EUA por pressionarem o Irã a aceitar o acordo. "A diplomacia não é branco ou preto. Pressionando o Irã para aceitar o que querem é uma abordagem não-diplomática", disse.

Rússia e França, ambas envolvidas no acordo do combustível da AIEA, também pressionaram o Irã a aceitá-lo da forma em que está. Agora Teerã enfrenta possíveis sanções internacionais e corre o risco de uma ação militar israelense para destruir suas instalações nucleares.

O Irã afirma que precisa da tecnologia nuclear para gerar energia, mas o histórico do país de sigilo nuclear e de restrição às inspeções da ONU gerou desconfiança no Ocidente de que ele possa estar tentando desenvolver, secretamente, bombas atômicas.

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