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Em meio a negociações frustradas

Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz, mas adia conversas sobre programa nuclear

Ministro iraniano Abbas Araqchi mantém conversas com autoridades do Paquistão na tentativa de retomar rodada de negociações com os EUA (Foto: EFE/ Jorge Jerónimo)

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O Irã busca retomar as negociações com os EUA para alcançar o fim da guerra, após o diálogo entre os países ser frustrado neste final de semana devido ao cancelamento da viagem da delegação americana ao Paquistão por falta de avanços nas tratativas.

Com o novo obstáculo sob a mesa, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, voltou ao Paquistão no domingo e declarou nesta segunda-feira (27) que seu retorno a Islamabad foi "muito bom" e que revisaram as "condições específicas" sob as quais "as negociações entre o Irã e os EUA podem continuar".

A nova proposta apresentada pelo regime de Teerã, que Trump considerou "muito melhor que a anterior", permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz e o encerramento da guerra, mas adiaria simultaneamente as negociações sobre o programa nuclear iraniano, um dos principais temas que os americanos querem negociar com o país. As informações foram reveladas pelo portal Axios, citando um funcionário americano e duas outras fontes anônimas com conhecimento do assunto.

De acordo com a publicação americana, Trump planeja discutir o impasse atual nas negociações com sua equipe nesta segunda-feira e explorar possíveis próximos passos.

A proposta prevê ainda que o cessar-fogo se estenda por um longo período ou que ambos os lados concordem com um fim definitivo à guerra, com negociações nucleares começando posteriormente, após a abertura do estreito e o levantamento do bloqueio imposto por Washington a todos os navios que tentam chegar ou sair dos portos iranianos.

Em entrevista à Fox News, Trump sugeriu que deseja manter o bloqueio naval que está prejudicando as exportações de petróleo do Irã, na esperança de forçar Teerã a recuar nas próximas semanas.

A delegação iraniana se encontra atualmente na Rússia, onde pretende discutir com o ditador Vladimir Putin a evolução da guerra e analisar a situação atual.

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