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O Irã busca retomar as negociações com os EUA para alcançar o fim da guerra, após o diálogo entre os países ser frustrado neste final de semana devido ao cancelamento da viagem da delegação americana ao Paquistão por falta de avanços nas tratativas.
Com o novo obstáculo sob a mesa, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, voltou ao Paquistão no domingo e declarou nesta segunda-feira (27) que seu retorno a Islamabad foi "muito bom" e que revisaram as "condições específicas" sob as quais "as negociações entre o Irã e os EUA podem continuar".
A nova proposta apresentada pelo regime de Teerã, que Trump considerou "muito melhor que a anterior", permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz e o encerramento da guerra, mas adiaria simultaneamente as negociações sobre o programa nuclear iraniano, um dos principais temas que os americanos querem negociar com o país. As informações foram reveladas pelo portal Axios, citando um funcionário americano e duas outras fontes anônimas com conhecimento do assunto.
De acordo com a publicação americana, Trump planeja discutir o impasse atual nas negociações com sua equipe nesta segunda-feira e explorar possíveis próximos passos.
A proposta prevê ainda que o cessar-fogo se estenda por um longo período ou que ambos os lados concordem com um fim definitivo à guerra, com negociações nucleares começando posteriormente, após a abertura do estreito e o levantamento do bloqueio imposto por Washington a todos os navios que tentam chegar ou sair dos portos iranianos.
Em entrevista à Fox News, Trump sugeriu que deseja manter o bloqueio naval que está prejudicando as exportações de petróleo do Irã, na esperança de forçar Teerã a recuar nas próximas semanas.
A delegação iraniana se encontra atualmente na Rússia, onde pretende discutir com o ditador Vladimir Putin a evolução da guerra e analisar a situação atual.
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