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O regime iraniano anunciou a suspensão das negociações com os EUA com a nova onda de ataques israelenses no Líbano. O fim da ofensiva contra o Hezbollah era considerado um ponto crucial para os países alcançarem um acordo duradouro na guerra, segundo informações da agência semioficial Tasnim.
“Considerando a continuidade dos ataques do regime israelense no Líbano e levando em conta que o Líbano era uma das pré-condições para um cessar-fogo — que agora foi violado em todas as frentes, inclusive no Líbano — a equipe de negociação iraniana está suspendendo as conversas e trocas de textos por meio de mediadores”, informou a imprensa iraniana nesta segunda-feira (1º).
A agência afirmou que o Irã e o Eixo de Resistência, que inclui aliados xiitas no Iêmen, Líbano e Iraque, definiram uma agenda para bloquear completamente o Estreito de Ormuz e ativar outras frentes, incluindo o Estreito de Bab El Mandeb, para "punir" Israel e seus apoiadores.
Israel evitou escalar sua guerra paralela contra o grupo terrorista libanês a pedido do governo de Donald Trump, enquanto os países tentavam alcançar um memorando de entendimento para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro. No entanto, nesta segunda-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, instruiu as forças armadas do país a renovarem os bombardeios em redutos do Hezbollah, no distrito de Dahieh, ao sul de Beirute.
O anúncio de interrupção do diálogo para um acordo duradouro surge após o retorno da troca de ataques entre EUA e Irã no fim de semana. O Comando Central dos EUA (Centcom) informou no X na noite de domingo (31) que realizou ataques de “autodefesa” contra radares iranianos e centros de comando e controle de drones na região de Goruk e na Ilha de Qeshm.
As forças americanas também interceptaram dois mísseis balísticos que partiram do Irã em direção a alvo no Kuwait. A Guarda Revolucionária Islâmica justificou o ataque a uma base aérea usada pelos EUA no país do Oriente Médio em resposta aos novos bombardeios americanos no sul do Irã.




