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Energia atômica

Irã volta à negociação nuclear em outubro

Membros do Conselho de Segurança da ONU temem que país persa esteja planejando a produção de bomba atômica

O japonês Yukiya Amano, eleito diretor-geral da AIEA: expectativa de que as negociações com o Irã evoluam | Samuel Kubani/AFP
O japonês Yukiya Amano, eleito diretor-geral da AIEA: expectativa de que as negociações com o Irã evoluam (Foto: Samuel Kubani/AFP)

Viena - Um encontro de autoridades do Irã com o P5+1 – membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha – foi marcado para 1.º de outubro, informou on­­tem Javier Solana, chefe da diplomacia da União Europeia. O anún­­cio acontece menos de uma semana depois de Teerã ter entregado uma proposta às potências de retomada do diálogo internacional sobre seu programa nuclear.

Solana, que é o encarregado de mediar as conversas entre Teerã e o P5 +1, afirmou que participarão da reunião representantes de ca­­da um dos países do grupo (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha). Do lado iraniano estará o negociador do país em questões nucleares, Saeed Jalili. Segundo a agência de notícias iraniana IRNA, a Turquia se dispôs a receber o evento.

As declarações do diplomata europeu ecoaram em Viena, na abertura da conferência da Agên­­cia Internacional de Energia Atô­­mica (AIEA), ligada à ONU. A conferência oficializou o japonês Yukiya Amano como o próximo diretor-geral do órgão. Ama­­no foi eleito em julho pelo conselho diretor da agência e vai tomar posse em dezembro. "Espero sinceramente que este seja um bom marco de diálogo com o Ir㒒, afirmou o futuro diretor-geral da AIEA.

O representante dos EUA na conferência também mostrou entusiasmo. "Este é um primeiro passo importante’’, disse o secretário de Energia dos EUA, Steven Chu, durante a conferência da AIEA. O governo americano havia anunciado que as negociações ficariam abertas só até fim de setembro.

Menos otimista, Carl Bildt, chanceler da Suécia, que de­­tém a presidência rotativa da União Europeia, pediu comedimento quanto às expectativas do encontro, já que há ainda muitas divergências.

O encontro representa uma retomada nas negociações en­­tre as partes depois de um ano de interrupção. A última rodada, ocorrida em julho de 2008 em Genebra, fracassou depois da recusa do Irã em discutir o enriquecimento nuclear.

A posição do país persa so­­bre o assunto formalmente não mudou desde então. Mas os EUA e seus aliados concordaram em realizar as conversações com Teerã, esperando que espaços para discussões mais amplas surjam depois.

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