Sakineh, que ganhou apoio em todo o mundo, é condenada à forca no Irã. | Stefano Rellandini/Reuters
Sakineh, que ganhou apoio em todo o mundo, é condenada à forca no Irã.| Foto: Stefano Rellandini/Reuters

A iraniana condenada inicialmente à morte por apedrejamento por ter cometido adultério será enforcada na quarta-feira pelo crime de assassinato, informou uma entidade de defesa dos direitos humanos.

A sentença de apedrejamento havia provocado protestos no mundo todo, inclusive o Brasil, que chegou a oferecer asilo à mulher, que tem 43 anos e dois filhos.

"As autoridades em Teerã deram autorização à prisão de Tabriz para a execução de Sakineh Mohammadi Ashtiani", informou em seu website o Comitê Internacional contra o Apedrejamento, um grupo com sede na Alemanha.

"Foi informado que ela será executada nesta quarta-feira, 3 de novembro", acrescentou o site.

Não foram localizadas autoridades no Irã que confirmassem ou refutassem a notícia.

A sentença de apedrejamento de Sakineh foi suspensa depois que políticos e religiosos influentes do mundo todo a qualificaram de "bárbara" e "brutal".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aliado do líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad, ofereceu asilo para a mulher, mas a oferta foi recusada pelo Irã.

Um porta-voz do governo iraniano disse em setembro que a condenação de Sakineh por adultério estava sendo revista, mas ainda permanecia pendente o delito de cumplicidade no assassinato do marido dela.

Pela lei islâmica, em vigor no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979, o homicídio é punido com enforcamento e o adultério, por apedrejamento.

O presidente iraniano Ahmadinejad reagiu às perguntas dos repórteres sobre o assunto quando esteve na Assembleia Geral da ONU em setembro, dizendo que o caso tinha sido fabricado pela mídia ocidental hostil.

Ele definiu os Estados Unidos como hipócritas porque o país tem um número recorde de execução de condenados.

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