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A irmã do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou nesta quarta-feira (19) não ter conhecimento de qualquer contato recente entre o ditador norte-coreano e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi divulgada pela agência estatal norte-coreana KCNA depois que Trump disse que Kim havia respondido a uma tentativa de aproximação.
“Não tenho conhecimento algum disso, e talvez seja a única coisa que eu desconheça no que diz respeito à política externa de nossa liderança suprema”, afirmou Kim Yo-jong, considerada uma das figuras mais influentes do regime norte-coreano.
Ela não confirmou nem descartou de forma definitiva que algum tipo de comunicação tenha ocorrido entre os dois.
Trump afirmou que Kim Jong-un havia respondido a um pedido de conversa feito por ele. O presidente americano não detalhou de que forma o contato teria ocorrido. Nesta quarta-feira, Trump também disse que pretende se reunir novamente com o líder norte-coreano antes do fim do ano, mas não informou quando ou onde o encontro poderia acontecer.
Kim Yo-jong afirmou que a relação pessoal entre Trump e Kim Jong-un continua boa. Segundo ela, o líder norte-coreano mantém “boas lembranças e sentimentos” em relação ao presidente americano.
As declarações surgem em meio a uma nova tentativa de Washington de reabrir o diálogo com Pyongyang. Nesta semana, os Estados Unidos reduziram, a pedido de Trump, a duração de exercícios militares conjuntos realizados com a Coreia do Sul.
As manobras, que normalmente duram dez dias, foram reduzidas para cinco neste ano. Os exercícios envolvem forças americanas e sul-coreanas e são voltados ao treinamento para diferentes cenários de segurança na Península Coreana.
Kim Yo-jong disse que diminuir a duração ou a dimensão de uma operação específica não altera o que Pyongyang considera ser a natureza “provocadora e ofensiva” dos exercícios conjuntos.
“Prestamos mais atenção ao fato de que os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul têm sido realizados de forma constante e continuam em andamento, e não à redução ou ao encurtamento de exercícios individuais”, afirmou, segundo a KCNA.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, apoiou a decisão de Trump de diminuir os exercícios e afirmou que concorda com os esforços para criar condições que permitam a retomada do diálogo com a Coreia do Norte. Lee defendeu recentemente que as duas Coreias iniciem negociações para encerrar formalmente a guerra, substituindo o armistício por um regime permanente de paz. Ele afirmou ainda que o diálogo poderia incluir medidas para conter o avanço do programa nuclear norte-coreano.
Trump e Kim Jong-un se encontraram três vezes entre 2018 e 2019, durante o primeiro mandato do republicano. As reuniões tiveram como principal objetivo alcançar um acordo sobre o programa nuclear norte-coreano, mas as negociações terminaram sem um pacto definitivo.







