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Ameaça comunista

Irmã de Kim diz que só “idiotas” acreditam que Coreia do Norte abrirá mão de armas nucleares

Evento militar com o ditador Kim Jong-un em Pyongyang, no último dia 9: regime da Coreia do Norte disse que sua “posição nuclear se consolidou de forma permanente” e refutou apelos da Aiea (Foto: KCNA/EFE/EPA)

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Kim Yo-jong, irmã do ditador Kim Jong-un e uma das figuras mais importantes do regime da Coreia do Norte, disse nesta quinta-feira (17) que apenas “idiotas” acreditam que a ditadura de Pyongyang poderia abrir mão do seu arsenal de armas nucleares.

“A posição da RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte] como Estado com armas nucleares é absoluta e não pode ser revertida por nada”, disse Kim, em um comunicado divulgado pela agência estatal KCNA.

A irmã do ditador afirmou que o arsenal nuclear norte-coreano “contribui significativamente para dissuadir os atos ultrajantes de elementos internacionais nocivos” e que os pedidos da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) para desnuclearização da península coreana são uma “conversa tola já conhecida”.

“Se eles acreditam que isso é realmente possível, só estão ouvindo palavras de idiotas”, disse ela. “Por mais que as forças hostis neguem isso retoricamente, a realidade em que a posição nuclear da RPDC se consolidou de forma permanente, tanto física quanto juridicamente, não pode mudar nem um pouco.”

Segundo a coalizão de ONGs Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (Ican, na sigla em inglês), a Coreia do Norte hoje tem pelo menos 50 ogivas nucleares.

Em agosto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a redução “substancial” de um exercício militar conjunto com a Coreia do Sul, alegando que tal ação não era “apenas dispendiosa”, mas também enviava “um sinal totalmente inadequado e hostil a um país que, durante todo o mandato de Donald J. Trump como presidente, tem sido inofensivo e respeitoso” – em referência à Coreia do Norte.

Depois, o presidente americano sugeriu se encontrar com Kim Jong-un, repetindo uma ação do seu primeiro mandato. Porém, a ditadura norte-coreana negou que haja qualquer tentativa de diálogo entre Pyongyang e Washington e realizou novos testes de mísseis.

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