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Oriente Médio

Israel anuncia operação na Cisjordânia após confronto entre colonos e palestinos que deixou seis mortos

Palestinos em hospital em Nablus carregam corpo de homem morto em confronto nesta sexta-feira (24) (Foto: ALAA BADARNEH/EFE/EPA)

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As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta sexta-feira (24) uma “ampla atividade operacional de contraterrorismo” na Cisjordânia, depois de um confronto entre palestinos e colonos israelenses ter resultado em pelo menos seis mortes.

“Diante dos acontecimentos recentes, e especialmente do ataque desta manhã, há preocupação com uma escalada da violência em toda a Judeia e Samaria [como Israel se refere à Cisjordânia]. Estamos realizando operações de contraterrorismo para evitar que a região mergulhe em uma espiral de violência ainda maior”, afirmou em comunicado o major-general Avi Bluth, chefe do Comando Central das FDI, segundo informações da agência Reuters.

De acordo com a agência EFE, no confronto mencionado, foram mortos quatro palestinos, um comandante israelense de 27 anos e um sargento da reserva de 32 anos, colono de um assentamento próximo à cidade de Tell, na região de Nablus, onde atuava como guarda de segurança local.

Segundo as FDI, vários palestinos roubaram a arma de um guarda de segurança que chegou ao local após ser informado de um suposto ataque contra colonos enquanto faziam uma caminhada na área. De acordo com esse relato, os palestinos teriam atirado contra civis israelenses antes que as tropas reagissem, matando a tiros os quatro palestinos.

Isso contrasta com a versão palestina, que afirma que, antes da chegada das FDI, colonos israelenses teriam atacado residências palestinas em Tell e disparado na direção delas. Essa versão acrescenta que, posteriormente, quando as tropas já haviam chegado, um dos palestinos arrancou a arma do guarda de segurança após ver dois de seus familiares serem mortos a tiros pelas FDI.

O incidente ocorre em meio à espiral de violência entre palestinos e colonos israelenses na Cisjordânia, cuja ocupação por Israel, assim como a de Jerusalém Oriental, foi considerada ilegal pela Corte Internacional de Justiça (CIJ) em 2024.

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