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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu| Foto: Gabinete do primeiro-ministro de Israel / Koby Gideon

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não conseguiu formar um novo governo de coalizão dentro do prazo, que terminou à meia-noite desta terça-feira (4). Com isso, o seu partido, Likud, pode ficar de fora da coalizão de governo pela primeira vez em 12 anos.

O presidente Reuven Rivlin havia concedido a Netanyahu um período de 28 dias para a formação do governo depois das eleições de março, que terminaram sem que um dos partidos alcançasse a maioria necessária para governar. Após o fim do prazo, Rivlin afirmou que irá entrar em contato na manhã de quarta-feira com os 13 partidos que têm representação no Knesset, o Parlamento do país, para discutir "a continuidade do processo de formação de governo".

Rivlin deve conceder a um dos parlamentares rivais de Netanyahu a missão de formar uma coalizão. O mais cotado, segundo a imprensa local, é Yair Lapid, líder do partido de centro Yesh Atid, que ficou em segundo lugar (atrás do Likud) nas eleições de março.

Nos últimos momentos antes da expiração do mandato de formação de um novo governo, o Likud apresentou uma série de projetos de lei, na tentativa de evitar que Lapid receba a ordem de formação de governo. Segundo o Jerusalem Post, um dos objetivos é criar um racha entre Lapid e Naftali Bennett, líder da aliança de direita Yamina - que possivelmente formarão um governo juntos - já que o Yesh Atid e o Yamina discordam sobre a legislação proposta.

Caso aprovada, a legislação trará mudanças para os sistemas legal e eleitoral de Israel, incluindo a permissão de eleições diretas para primeiro-ministro, o que permitiria que Netanyahu escapasse das negociações parlamentares para formação de governo.

Nos últimos dois anos, Israel passou por quatro eleições inconclusivas, que deixaram o país em um impasse político. Nas eleições de março, o Likud de Netanyahu ficou em primeiro lugar e ganhou 30 assentos do Knesset. Mas, apesar da vitória, Netanyahu não conseguiu alianças suficientes para comandar a maioria dos assentos do Parlamento (61 de 120).

Netanyahu, que está sendo julgado por supostos casos de corrupção, deve permanecer como primeiro-ministro encarregado até que um novo governo seja formado. Se isso não ocorrer, Israel terá uma quinta eleição.

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