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O movimento islâmico Hamas afirmou que nenhum de seus homens presos em Israel foi libertado nesta sexta-feira (20) com os 255 palestinos.

Os israelenses libertaram os homens para tentar fortalecer o governo do presidente palestino Mahmoud Abbas.

O conflito entre Hamas e Fatah aumentou depois que o primeiro tomou com uso de armas o poder da Faixa de Gaza. Abbas e seus seguidores fugiram, com apoio de Israel, para a Cisjordânia.

"Fazer circular informação sobre que gente do Hamas foi incluída neste assunto é apenas uma tentativa de tapar a vergonha do Fatah", disse, na Faixa de Gaza, o porta-voz do movimento Sami abu Zuhri.

O porta-voz respondia a uma informação oferecida nesta sexta pelo diretor-geral do Ministério para Assuntos de Prisioneiros, Ziad Abu Ein, membro do Fatah, sobre que cerca de 30 dos 255 palestinos libertados hoje por Israel são do Hamas.

Segundo Abu Ein, outros dois são da Jihad Islâmica, informação que ainda não foi desmentida por esse grupo.

Segundo o Serviço Israelense de Prisões (SIP), 85% dos homens libertados são do Fatah e os 15% restantes são da Frente Democrática e Popular de Libertação da Palestina (FDLP e FPLP).

As declarações de Abu Ein surpreenderam em círculos israelenses e palestinos, e todas as partes envolvidas se apressaram em desmentir a informação.

Fontes do Ministério de Assuntos Exteriores israelense disseram à rádio pública que "não há nenhum terrorista do Hamas entre os presos libertados".

Hamas vetado

O preso palestino que ficou nesta sexta na prisão de Ketziot quando já estava prestes a sair, não foi libertado porque o SIP descobriu no último momento que este tinha passado do Fatah para o Hamas.

Fontes do SIP citadas pela rádio pública disseram que o palestino em questão foi detido em 2002, quando militava no Fatah, mas nos últimos tempos havia passado para o movimento islâmico.

Segundo a emissora, a informação chegou aos ouvidos do serviço de inteligência do SIP no último momento e foi verificada com a maior rapidez.

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