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O gabinete de segurança israelense decidiu suspender as negociações de paz com os palestinos em resposta ao acordo de unidade fechado entre o Fatah, de Mahmoud Abbas, e o grupo islâmico Hamas. A decisão foi tomada por unanimidade, de acordo com uma declaração liberada após a reunião de seis horas.

Segundo a imprensa israelense, também teria ficado decidido impor sanções econômicas à ANP, que controla a Cisjordânia. O Hamas é considerado uma organização terrorista por Israel e pelos Estados Unidos.

"O gabinete de segurança decidiu por unanimidade que o governo de Israel não negociará com um governo palestino que é apoiado pelo Hamas, uma organização terrorista que defende a destruição de Israel", diz o comunicado.

As negociações entre israelenses e palestinos haviam sido retomadas há nove meses e deveriam terminar no próximo dia 29.

Na quarta-feira (23), Hamas e o Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), anunciaram uma reconciliação. Os dois grupos romperam em 2007, com o Hamas assumindo o controle da Faixa de Gaza, enquanto Abbas mantêm o apoio do Ocidente. O acordo prevê o estabelecimento de um governo de unidade dentro de cinco semanas e eleições nacionais seis meses depois.

Numa primeira resposta, Israel cancelou na quarta-feira (23) um encontro que teria com negociadores de paz palestinos e que deveria decidir a extensão das negociações para além do dia 29.

"Esse acordo mata a paz", disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

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