
Ouça este conteúdo
Um juiz da Virginia derrubou os efeitos de um referendo votado na última terça-feira que dava permissão às autoridades para fazer uma redistribuição do mapa eleitoral nos distritos do estado. A medida poderia ter um impacto direto no controle do Congresso nas eleições de meio de mandato de novembro, o que gerou preocupação da oposição republicana, incluindo o presidente Donald Trump.
O líder republicano havia usado suas redes sociais no dia anterior para manifestar seu repúdio à votação. Trump alegou que o referendo foi "tendencioso" e "fraudulento".
Segundo o presidente, os republicanos estiveram à frente na votação durante todo o dia até que, segundo ele, houve uma "onda massiva de votos por correio" no final da contagem, que teria favorecido os democratas.
O magistrado Jack Hurley, do Tribunal de Circuito do condado de Tazewell, decidiu reverter os efeitos da votação nesta quarta-feira (22), em um processo movido pelo Comitê Nacional Republicano, que questionava a legalidade do referendo.
Com isso, ele proibiu o estado de tomar quaisquer medidas para atualizar ou alterar os distritos eleitorais ou os registros de eleitores.
O Comitê Nacional Republicano elogiou a decisão, chamando-a de uma "grande vitória" para o estado da Virginia, após uma tentativa dos democratas de "enganarem" os eleitores para aprovar o referendo.
“Os democratas tentaram impor um esquema inconstitucional para alterar os mapas eleitorais do Congresso a seu favor, mas o tribunal reconheceu isso pelo que é: uma flagrante tomada de poder”, disse Joe Gruters, presidente do Comitê Nacional Republicano (RNC), em um comunicado.
VEJA TAMBÉM:








