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Gebran Tueni

Líbano está de luto por assassinato de político anti-Síria

Escolas, lojas e escritórios fecharam as portas em todo o Líbano nesta terça-feira em sinal de luto pelo parlamentar e jornalista anti-Síria Gebran Tueni, cujo assassinato ameaçou mergulhar o país em distúrbios políticos.

Tueni foi morto na segunda-feira em explosão em um bairro cristão de Beirute. Outras três pessoas morreram no atentado, que foi o terceiro assassinato político no país desde que o ex-premier Rafik al-Hariri foi morto, em fevereiro.

"Gebran Tueni não morreu, o an-Nahar continua", dizia a manchete de primeira página do principal jornal em língua árabe de Beirute, o "an-Nahar", publicado por Tueni.

As críticas mais furiosas de Tueni, que tinha 48 anos, contra a Síria e seu papel no Líbano apareciam em editoriais semanais espalhados pela primeira página do seu jornal.

Muitos políticos libaneses culpam a Síria pela morte de Tueni, mas Damasco foi rápido em negar qualquer participação. O assassinato, no entanto, tensionou o cenário político doméstico, onde a Síria ainda tem poderosos aliados.

"Já chega", era a manchete do jornal "Al-Bayrak".

Outros jornais foram mais diretos: "Regime de segurança sírio assassina Gebran Tueni", era a manchete do jornal "Mustaqbal".

Cinco ministros muçulmanos xiitas pró-S!ria suspenderam sua participação no governo depois da votação, na noite de segunda-feira, por uma investigação da ONU sobre uma série de assassinatos que agitaram o Líbano nos últimos 14 meses. Um sexto ministro cristão leal ao presidente Emile Lahoud, pró-Síria, também saiu da sessão.

Os ministros xiitas, todos leais aos grupos Hezbollah e Amal, opuseram-se ao pedido para um inquérito sobre o assassinato de Tueni e de outros, mas foram derrotados pela votação de ministros que fizeram campanha com Tueni para que a Síria retirasse suas tropas do Líbano em abril, depois de 29 anos.

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