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Oriente médio

Líbano rejeita desarmamento forçado do Hezbollah

O presidente do Líbano, Émile Lahoud, defendeu nesta segunda-feira que a ONU "faça algo" e tome "uma decisão" para que haja um cessar-fogo o mais rápido possível, e se pronunciou contra o desarmamento forçado do grupo xiita Hezbolá.

"É preciso parar este massacre o mais rápido possível. E depois é possível conversar", disse Lahoud à emissora Radio France Internationale, no 13º dia da ofensiva israelense contra o Líbano no conflito com o Hezbollah.

Sobre se a aplicação da resolução 1559 da ONU - que exige o desarmamento das milícias libanesas, como o Hezbollah - é a chave do problema, Lahoud disse que o desarmamento desse grupo era objeto de conversas entre os libaneses, e "pouco a pouco chegaríamos a um consenso", se não se tivesse acontecido a ofensiva israelense.

Lahoud, considerado um político pró-sírio, disse sobre o desarmamento do Hezbollah que "é favorável a tudo que os libaneses definirem por consenso entre eles e que não seja aplicado pela força". Segundo o presidente libanês, os israelenses "planejavam" há muito tempo esta operação (de ataque do Líbano), "esperavam o momento oportuno" e utilizaram a captura de dois de seus soldados pelo Hezbollah como "uma desculpa".

Lahoud afirmou que "o maior problema do Líbano" é o dos refugiados palestinos e advertiu que, com as hostilidades atuais, "as pessoas esquecerão do tema principal, que é a presença palestina" no Líbano.

"Os israelenses querem que o mundo aceite pouco a pouco que os palestinos fiquem no Líbano, enquanto, segundo as resoluções da ONU, têm direito ao retorno", disse.

O presidente libanês advertiu que, com o crescimento demográfico dos palestinos, três vezes superior ao dos libaneses, dentro de 20 anos "não haverá mais libaneses".

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