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Um líder graduado do movimento Hamas, Mahmoud Zahar, rejeitou nesta quarta-feira (1º) qualquer compromisso com Israel em um discurso desafiador, um dia após um atirador do grupo ter matado quatro colonos israelenses. O incidente demonstrou que o grupo islamita não pode ser ignorado em qualquer acordo de paz no Oriente Médio.

"Hoje marca o começo das negociações diretas entre alguém que não tem o direito de representar o povo palestino e o ocupante brutal, com o objetivo de prover uma cobertura para judaizar Jerusalém e roubá-la", disse Zahar, considerado um dos homens fortes na Faixa de Gaza.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, está em Washington para uma série de reuniões com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Abbas e o Hamas viraram grandes rivais políticos, após o grupo islamita ter tomado o controle da Faixa de Gaza, em 2007, o que deixou ao presidente palestino apenas o controle da Cisjordânia.

Em resposta ao ataque de ontem, quando um atirador palestino matou quatro colonos, as forças de Abbas prenderam mais de 250 partidários do Hamas na Cisjordânia. O grupo diz que as prisões foram arbitrárias e representam um ato de "traição" aos palestinos.

As chances de Abbas e Netanyahu chegarem a um acordo parecem pequenas, até porque os líderes discordam sobre uma série de pontos. No ano passado, alguns dos líderes do Hamas sugeriram que o grupo aceitaria o estabelecimento de um estado palestino na Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.

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