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O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciaram nesta sexta-feira (17) a preparação para uma missão defensiva visando manter o Estreito de Ormuz livre para a retomada da navegação.
As lideranças europeias informaram que uma dúzia de países, incluindo Alemanha e Itália, já se comprometeram a enviar suporte militar para a operação independente.
Starmer, que compareceu perante a imprensa em Paris ao lado de Macron, do chanceler alemão, Friedrich Merz, e da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, declarou que haverá um novo encontro para discutir o planejamento militar da missão em Londres, na próxima semana.
Ao contrário dos pares, o chanceler alemão ressaltou que gostaria da participação dos EUA nas operações.
Por sua vez, Meloni condicionou a participação da Itália à aprovação parlamentar e comparou a potencial missão em Ormuz à participação do país na Operação Aspides da União Europeia, cujo objetivo é fornecer escolta a navios mercantes que transitam pelo Mar Vermelho sob ameaça dos rebeldes xiitas houthis do Iêmen.
O primeiro-ministro britânico explicou que a missão seria liderada pelo Reino Unido e pela França, teria um caráter estritamente defensivo e ocorreria "no âmbito de um cessar-fogo" que precisa ser consolidado entre os EUA e o Irã.
O anúncio surge após o Irã declarar reaberto o Estreito de Ormuz, com certas condições que seriam alinhadas com o regime islâmico.
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