Terroristas do grupo Al-Qaeda planejaram uma série de ataques com gás cianureto no metrô de Nova York, mas a operação foi cancelada pelo vice de Osama Bin Laden, Ayman Zawahiri. A revelação é do livro "The one percent doctrine", de Ron Suskind, jornalista vencedor do prêmio Pullitzer. A revista "Time" informa em sua edição desta semana que a Agência Central de Informações (CIA) teve a cooperação de um dirigente da organização terrorista.
Detalhes da operação foram conhecidos através do laptop de um terrorista da Jihad detido na Arábia Saudita em 2003. Tratava-se de um sistema portátil de dispersão de gás cianureto a ser colocado no metrô de Nova York, batizado de "mubtakkar" ("engenhoso"). Tratava-se de duas câmeras separadas para cianureto de sódio e cloreto de hidrogênio que se misturavam através de um "gatilho" que quebrava osfrascos e misturava o gás. Suskind afirma queo dispositivo foi considerado o equivalente terrorista da divisão do átomo, com o agravante de ser fabricado com materiais químicos facilmente encontráveis no comércio.
Informado do esquema, o presidente George W. Bush ordenou um alerta nacional, enquanto a Arábia Saudita prometia esforços para prender terroristas daAl-Qaeda e interrogar suspeitos ligados ao dono do laptop, mas sem resultados aparentes. Os americanos tinham um informante na Al Qaeda, um certo Ali, coordenador de operações que discordava de ataques diretos aos EUA como o de setembro de 2001. Ali disse que a operação estava sob o comando de Yusuf al Ayeri, codinome Espada Implacável, preso e libertado pelas autoridades sauditas, desinformadas sobre suacondição de representante máximo de Bin Laden no reino.
Ayeri se reunira com Zawahiri em janeiro de 2003 para informá-lo sobre a operação que colocaria mubtakkars nos vagões e outros pontos estratégicos do metrô de Nova York. Na ocasião, a contagem regressiva já estava em andamento, a 45 dias da data marcada. Por motivos ainda desconhecidos, Zawahiri desativou a operação.
Antes que o contato da CIA pudesse investigar o motivo, o homem que podia ter respostas, Al Ayeri, foi morto, supostamente num choque com forças sauditas. Quando agentes americanos indagaram sobre as circunstâncias da morte do homem que poderia informar sobre uma célula em território americano implicada em um plano tão letal, os sauditas deram de ombros e afirmaram que suas forças agiram com excesso de zelo.







