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Brasil e EUA

Lula quer Trump como “aliado improvável” contra Rubio, diz jornal britânico

Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Cúpula da Asean no Centro de Convenções de Kuala Lumpur, na Malásia, em 25 de outubro do ano passado (Foto: Daniel Torok/Casa Branca/Wikimedia Commons)

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O jornal Financial Times (FT) publicou uma análise apontando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está recorrendo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um “aliado improvável” no embate da gestão petista com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

O periódico britânico publicou o texto depois que os dois presidentes conversaram na sexta-feira (21), sobre temas como as novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros e a designação dos grupos criminosos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

O FT lembrou das farpas trocadas por Lula e Rubio recentemente. “Enquanto a nação sul-americana se prepara para uma eleição presidencial acirrada em outubro, Lula e Rubio têm trocado críticas extremamente duras. Rubio acusou o líder brasileiro de colocar ‘seu próprio ego’ acima do seu povo, enquanto Lula afirmou que o principal diplomata dos EUA é um ‘latino-americano frustrado’ que ‘odeia o Brasil’”, apontou o texto.

O FT lembrou que, antes do telefonema da sexta-feira passada, Lula já havia sinalizado que buscava um canal direto com o presidente americano, ao ter declarado que Rubio “faz coisas diferentes do que conversamos com Trump”.

“Alguns em Washington afirmam que Lula está fabricando um conflito com Rubio porque acredita que uma reação nacionalista contra os EUA o ajudará a derrotar seu rival, Flávio Bolsonaro”, na eleição de outubro, afirmou o jornal britânico.

“No entanto, para o governo brasileiro, a disputa demonstra que o Departamento de Estado tornou-se mais abertamente ideológico no segundo mandato de Trump, passando a dar maior ênfase ao apoio a aliados de direita na América Latina”, acrescentou o FT, que disse que até a eleição ainda “pode haver muita turbulência” entre os dois governos.

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