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EUA

Máfia siciliana ressurge em Nova York com libertação de presos

Nova York assiste a uma reencenação do filme "O Poderoso Chefão". O clã da máfia siciliana, com uma história de violência e os tentáculos do narcotráfico estendidos sobre diversos continentes, ressurge como superpotência do crime organizado da cidade.

Vários fatores contribuem para o retorno da máfia à cidade, dividida entre as famílias dos Bonanno e dos Gambino. Entre os motivos está a libertação iminente ou já ocorrida de mafiosos conhecidos envolvidos no caso Pizza Connection, que desvendou em 1979 o esquema de tráfico de heroína operado pela máfia siciliana em Nova York. A informação é de Murray Weiss, repórter policial veterano do New York Post.

Os mafiosos estavam presos até recentemente graças às investigações conjuntas do magistrado italiano Giovanni Falcone e do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani.

A família Bonanno em Nova York tem um novo chefe, também originário de Castellammare del Golfo, na Sicília - assim como o legendário Joseph Bonanno que inspirou a personagem Don Corleone no filme.

Ele é Salvatore "Sal the Ironworker" Mantegna, nascido há 35 anos na cidadezinha siciliana. Os altos escalões do célebre clã da máfia colocaram recentemente em suas mãos o controle das operações da família.

Enquanto isso, em breve serão soltos também Joseph Gambino e seus irmãos Rosario e John, antigos chefes da Cosa Nostra que passaram os anos 1980 e 1990 em prisões federais depois de serem presos e se recusarem a colaborar com as autoridades.

"Vocês esperavam que eles tivessem se reabilitado na prisão?", ironizou um agente federal que preferiu continuar anônimo. Ouvido pelo New York Post, o agente afirma que, assim que saírem do cárcere, os Gambino e outros gângsteres de sua geração voltarão a fazer aquilo em que são especialistas. "O narcotráfico é o que eles entendem, é onde têm os contatos e sobretudo o respeito."

Para enfrentar o ressurgimento da máfia em Nova York, o FBI e o governo italiano prepararam uma operação conjunta que prevê a presença de dois agentes americanos em Roma e de dois policiais italianos no quartel-general do escritório em Washington.

A iniciativa, batizada de Projeto Pantheon, garante a troca de informações de inteligência sobre os casos abertos, assim como de informações sobre os contatos entre a máfia siciliana e a Cosa Nostra nos EUA. As informações são da Ansa.

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