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Na América Latina

Uma das maiores metrópoles do mundo está afundando e situação gera alerta da Nasa

Área metropolitana da Cidade do México (Foto: EFE/ Isaac Esquivel/arquivo)

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A Cidade do México, uma das mais extensas metrópoles do mundo que mantém aproximadamente 22 milhões de habitantes, está preocupando cientistas por afundar anualmente cerca de 25 cm.

Um poderoso sistema de radar da Nasa captou taxas de subsidência -afundamento vertical da superfície terrestre - de mais de 1,27 centímetros por mês, o que torna a cidade uma das capitais que afundam mais rapidamente no planeta. Em determinadas regiões, os dados coletados mostram um afundamento acima de 2 centímetros mensais.

O fenômeno já pode ser observado, inclusive, do espaço, segundo informações obtidas pelo satélite Nisar (Nasa-Isro Synthetic Aperture Radar), desenvolvido a partir de um projeto conjunto entre EUA e Índia.

O equipamento consegue rastrear mudanças em tempo real na superfície da Terra a partir da órbita, sem ser obstruído por nuvens ou vegetação que impedem o funcionamento de sensores ópticos e radares de alta frequência.

Novos dados do Nisar mostram que a Cidade do México e seus arredores sofreram subsidência de alguns centímetros por mês (em azul) entre 25 de outubro de 2025 e 17 de janeiro de 2026. Crédito: NASA/JPL-Caltech/David Bekaert

O caso da Cidade do México, construída sobre um aquífero, não é uma novidade para os cientistas, que acompanham o afundamento da metrópole há décadas.

Entre 1990 e 2000, o problema se alastrou rapidamente, provocando rachaduras em estradas, edifícios e tubulações, além de impactos no metrô. Em menos de um século, a cidade já afundou 12 metros.

O que explica o rápido afundamento da cidade?

O que torna a Cidade do México uma das metrópoles mais afetadas pelo afundamento da superfície é o intenso bombeamento de água subterrânea, aliado ao peso do desenvolvimento urbano, que resultaram na compactação do antigo leito do lago sob a cidade por mais de um século.

O problema foi registrado pela primeira vez por um engenheiro em 1925 e, nas décadas de 1990 e 2000, partes da região metropolitana afundavam cerca de 35 centímetros por ano, danificando infraestruturas, incluindo o metrô, um dos maiores sistemas de transporte rápido das Américas.

A nova análise baseia-se em medições preliminares feitas pelo NISAR entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, durante a estação seca na Cidade do México.

Uma das principais evidências desse afundamento pode ser observada em um dos marcos culturais da região, o Anjo da Independência, no Paseo de la Reforma.

Construído em 1910 para comemorar os 100 anos da independência do México, o imponente monumento tem 36 metros de altura e teve 14 degraus adicionados à sua base à medida que o terreno ao seu redor afunda gradualmente.

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