Os paleontólogos em busca de restos de dinossauros terão muito trabalho pela frente, já que, segundo um estudo da Universidade da Pensilvânia publicado, a maioria dos gêneros de dinossauros que existiram ainda não foi descoberta.
O estudo de Peter Dodson, que será divulgado na próxima edição da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", assegura que 71% de todos os gêneros de dinossauros que dominaram a Terra há 65 milhões de anos ainda não foram descobertos.
Segundo o novo censo de dinossauros de Dodson, ainda há 1.850 espécies diferentes de dinossauros a serem descobertas, que se somarão às 527 conhecidas até agora. Dodson calcula esse número com base no ritmo das descobertas, que está entre 10 e 20 ao ano.
Segundo Dodson, o número de descobertas aumenta rapidamente.
"Uma criança que nasceu hoje pode esperar uma carreira frutífera na paleontologia", afirma em seu estudo.
No entanto, esta fase terá um fim.
"Nossos cálculos mostram que os netos das crianças de hoje não serão tão afortunados, já que as novas descobertas se reduzirão de forma impressionante no início do século XXII", acrescenta o estudo.
Na sua opinião, 75% das descobertas acontecerão nos próximos 60 a 100 anos. Além disso, 90% das espécies que povoaram a Terra serão descobertas em um período de 140 anos.
A boa fase na paleontologia também é motivada por um crescente interesse de jovens da China, Mongólia e América Latina por uma disciplina que durante anos parecia monopólio de britânicos, canadenses e americanos, segundo o estudo.
Dodson, autor do primeiro censo de dinossauros em 1990, também ressalta que existem provas que demonstram que a população de dinossauros era estável antes de sua extinção.
Mas continua sem existir uma razão definitiva que explique seu desaparecimento da face da terra, acrescenta.
"Temos informação suficiente para dizer com certeza que a população de dinossauros foi estável durante o período de seis milhões de anos que rodeia a chegada do meteorito", afirma, em referência a uma das possíveis causas de sua extinção.
"Mas não sabemos com certeza se houve um declínio dentro desse período de seis milhões de anos antes da extinção", acrescentou.







