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terremoto

Mais de 20 crianças morrem após desabamento de escola na Cidade do México

Parte da instituição, situada em um edifício de três andares, ruiu nesta terça-feira

    • México
    • Agência Estado
    • 20/09/2017 10:17
    Socorristas buscam por sobreviventes em meio aos escombros depois do abalo sísmico que destruiu o México | MARIO VAZQUEZ/AFP
    Socorristas buscam por sobreviventes em meio aos escombros depois do abalo sísmico que destruiu o México| Foto: MARIO VAZQUEZ/AFP

    Um dos esforços de resgate mais desesperados após o terremoto que abalou o México nesta terça-feira (19) ocorreu em uma escola primária e secundária. Parte da instituição, situada em um edifício de três andares no sul da Cidade do México, ruiu. O Departamento de Educação federal informou que ao menos 26 crianças e quatro adultos morreram. Outras 30 crianças e 12 adultos continuam desaparecidos. Mais de 200 mortes já foram confirmadas no país em decorrência desse abalo sísmico. 

    "É onde temos o maior número de crianças que perderam a vida", disse à emissora Televisa o diretor-geral da Defesa Civil, Luis Felipe Puente. “Eles continuam tirando crianças, mas nós não sabemos nada sobre a minha filha", disse Adriana D'Fargo, 32, após horas esperando por informações de sua filha de 7 anos.  

    Segundo a imprensa mexicana, ao menos 11 crianças e uma professora foram resgatadas com vida. Outra criança, ainda presa sob os escombros, recebeu de militares uma mangueira com oxigênio. No entorno do local da tragédia, várias pessoas se organizavam para transportar, em uma corrente humana, cestas com garrafas de água para os socorristas.  

    Diante da escola, duas pessoas tentavam organizar em um computador uma espécie de centro de controle, com uma lista das pessoas mortas, resgatadas e desaparecidas.  

    Um dos organizadores da lista relata que algumas crianças feridas foram levadas para hospitais sem o conhecimento dos pais.  

    O desabamento aconteceu quando responsáveis retiravam as crianças durante os tremores.  

    "Uma nuvem de poeira veio quando parte do edifício entrou em colapso. Tivemos que permanecer em nossas salas até que o tremor passasse", disse a professora María del Pilar Martí.  

    Com o tremor, o vulcão Popocatépetl, visível da Cidade do México em um dia sem nuvens, teve uma pequena erupção.

    Ajuda

    Em todo o centro do país, pessoas foram ajudar vizinhos quando dezenas de edifícios ruíram. O prefeito da Cidade do México, Miguel Ángel Mancera, disse que havia deslizamentos em 44 lugares somente na capital.  

    Ao menos 86 pessoas morreram na Cidade do México, 71 no Estado de Morelos, 43 em Puebla, 12 no Estado de México, que circunda a capital, 4 em Guerrero e 1 em Oaxaca. Ao longo do dia, equipes de resgate e voluntários retiraram pessoas cobertas de pó, algumas semiconscientes e outras feridas gravemente.  

    Houve edifícios que ruíram na capital e também em Morelos, onde foi abaixo uma igreja local em Jojutla, próxima do epicentro. Doze pessoas morreram em Jojutla.  

    O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) afirmou que o sismo teve magnitude 7,1 e que seu epicentro fica cinco quilômetros a nordeste de Raboso, no Estado de Puebla, a 51 quilômetros de profundidade, registrado pouco depois das 13h (hora local).  

    Boa parte da Cidade do México fica sobre o leito de uma antiga laguna e o terreno pode amplificar os efeitos dos tremores centrados a centenas de quilômetros. O terremoto da terça-feira, porém, não parecia relacionado ao temor de 8,1 graus registrado em 7 de setembro no sul do país, também sentido na capital mexicana e que deixou 90 mortos no país.  

    As informações são da Associated Press.

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