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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reafirmou, nesta terça (10), que o Brasil não levará metas para a reunião de mudanças climáticas em Copenhague, na Dinamarca, marcada para dezembro.

"Não estamos falando em metas porque metas é para países do Anexo 1. Países em desenvolvimento não têm metas. O que nós temos é compromisso voluntário de redução, porque nós não somos iguais aos países desenvolvidos. Essa questão de emissão de gases do efeito estufa é cumulativa, não começou ontem, começou desde a Revolução Industrial. O que o Brasil faz é um gesto político que o legitima com uma ação comprometida com a sustentabilidade", afirmou a ministra.

Na segunda-feira (9), o governador de São Paulo, José Serra, sancionou a chamada política estadual de mudanças climáticas. A meta é reduzir a emissão de gás carbônico (CO2 ) em 20% até 2020. Na ocasião, Serra sugeriu que o governo federal apresentasse ousadia nas propostas a serem levadas para Copenhague.

Nesta terça, em evento no Rio de Janeiro para anunciar a construção de casas populares do programa "Minha Casa, Minha Vida" no Rio, que vai licenciar mais de 46 mil moradias, Dilma comentou a crítica do governador:

"Vocês acham 24 milhões de toneladas de redução de CO2 muito significativo quando se trata de São Paulo e não consideram que a redução de 20% relativa ao desmatamento é significativa (a proposta do governo é reduzir em 80% o desmatamento, o que assegura redução de 20% das emissões de gás carbônico)", disse a ministra, explicando que as 24 milhões de toneladas representam 10% dos 20% de redução do desmatamento, que equivale a cerca de 560 milhões de toneladas.

Na semana passada, o diretor-executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Fernandes, também defendeu que não é necessário o Brasil apresentar uma meta formal de redução de emissão de gases na reunião Copenhague.

Posição do governo

O governo decidiu que só divulgará o plano brasileiro de redução da emissão de CO2 no próximo dia 14. A proposta do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, é que o país reduza em 40% a emissão de CO2 até 2020.

Até o momento, integrantes do governo falam na redução do desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, o que asseguraria a obtenção de metade da meta de 40% de redução da emissão de CO2.

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