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Atentado terrorista

Mulher ligada ao Estado Islâmico planejava explodir o Capitólio de Nova York

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Identificada como Jessica Bowie, mulher foi acusada de planejar atentado contra o Capitólio de Nova York e matar senadores em nome do Estado Islâmico. (Foto: FBI/Departamento de Justiça dos EUA)

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O FBI prendeu nesta quarta-feira (19) uma mulher acusada de ter ligação com o Estado Islâmico que planejava realizar um atentado com explosivos contra o Capitólio do estado de Nova York, em Albany. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Jessica Bowie, de 35 anos, pretendia atingir o prédio enquanto senadores estaduais estivessem reunidos no local.

Bowie foi detida por agentes federais no momento em que recebeu o que acreditava ser um dispositivo explosivo. De acordo com a denúncia apresentada pelo governo americano, ela pretendia usar a bomba contra o Capitólio e depois fugir para uma região controlada pelo Estado Islâmico.

O Departamento de Justiça afirma que a mulher jurou lealdade formal ao grupo terrorista islâmico e desenvolveu um plano detalhado para atacar o prédio, matar parlamentares e provocar impacto no funcionamento do governo estadual.

Durante a investigação, Bowie teria visitado várias vezes a área do Capitólio de Nova York e feito fotografias do prédio. Segundo o FBI, essas visitas faziam parte do reconhecimento do local antes do ataque.

Em mensagens citadas na denúncia, Bowie afirmou que queria destruir a maior parte possível do edifício e matar os senadores enquanto eles estivessem reunidos. Ela também teria manifestado a intenção de destruir documentos e provocar danos ao sistema político americano.

As autoridades afirmam ainda que Bowie publicou mensagens antiamericanas na internet e elogiou os atentados de 11 de Setembro. Segundo a denúncia, ela também compartilhou com outras pessoas uma gravação de sua “bayah”, termo usado para descrever um juramento formal de lealdade ao Estado Islâmico.

O agente especial Craig Tremaroli, responsável pelo escritório do FBI em Albany, afirmou que o plano representava uma ameaça concreta. "Este plano foi interrompido graças à ação coordenada das forças de segurança", constatou.

A operação que levou à prisão de Bowie envolveu o FBI e contou com apoio do Serviço Secreto, do Departamento de Segurança Interna, da Polícia do Estado de Nova York e de forças locais.

Bowie compareceu nesta quinta-feira (20) a um tribunal federal e permanecerá detida enquanto o processo avança. Ela é acusada de tentar fornecer apoio material a uma organização terrorista estrangeira designada pelos Estados Unidos.

Se condenada, poderá receber pena de até 20 anos de prisão, multa de até US$ 250 mil e liberdade supervisionada pelo restante da vida.

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