"Amor, precisamos discutir a relação". Essa necessidade típica das mulheres, capaz de gerar constrangimento nos homens, de tentar corrigir os problemas do relacionamento falando sobre eles, parece não ser a melhor maneira de resolver as dificuldades do casal. É o que afirmam os terapeutas americanos Patrícia Love e Steven Stosny no livro "Não discuta a relação - como melhorar o seu relacionamento sem ter que falar sobre isso", lançado pela editora Nova Fronteira. A explicação para isso está na forma como cada um enxerga o relacionamento. A mulher normalmente quer discutir quando está triste porque acha que o homem é distante, desligado, desinteressado. O homem tem arrepios quando ouve esta frase porque sabe que a conversa não vai resolver nada. Para os autores do livro, os homens têm razão: a conversa não é a melhor solução para as crises dos relacionamentos: "o amor não está relacionado a conversas, antes tem a ver com conexão do casal".
Segundo os dois psicólogos, o fato é que discutir a relação tem o efeito contrário: piora tudo. A mulher quer discutir a relação motivada pelo medo de se sentir sozinha, abandonada. O homem não quer discutir a relação porque tem vergonha de ver que não está cumprindo o seu papel de provedor e protetor da mulher. O medo dela impede que ela perceba a vergonha dele, e, a vergonha dele o impede de perceber o medo dela. A falta de conexão entre o casal resulta da forma como cada um encara o medo e a vergonha.
Assim, afirmam os autores, "um relacionamento pode fracassar por qualquer pequeno erro se não entendermos até que ponto o medo e a vergonha levam um casal ao afastamento". É necessário que haja compreensão mútua entre o casal consciente das diferenças entre os sexos.
A primeira parte do livro apresenta situações em que o medo e a vergonha são empecilhos para que o casal alcance a felicidade plena no relacionamento. A segunda parte traz dicas de como conviver com o medo e a vergonha a fim de que o amor aumente e haja conexão entre o casal. Isto porque o fator determinante para a felicidade do casal não está na ausência de medo e vergonha, mas na forma como o casal convive com esses sentimentos. O medo e a vergonha podem levar ao fim do relacionamento com o divórcio ocasionado pela infidelidade. Faça um teste de compromisso, clicando aqui e veja o seu grau de fidelidade.
Outra diferença entre homem e mulher está na emoção. A mulher gostaria de presenciar uma grande mudança que começasse a partir de uma grande onda de emoção. Mas os homens relutam em permitir este tipo de experiência. O homem necessita de rotina e para que haja efetivação de qualquer mudança, esta precisa estar dentro da rotina dele. A rotina diminui o risco de excitação súbita e de vergonha que surge depois dela. Os homens também não estão acostumados com a linguagem emocional tanto quanto as mulheres. Por isso, muitas vezes soa falso quando o homem fala palavras românticas para a mulher. Não faz parte da natureza dele, entretanto a mulher classifica essa falta de intimidade com a linguagem como frieza, desinteresse.
Um outro fator importante citado no livro é o sexo, momento de intimidade do casal essencial para o relacionamento. A experiência dos autores com terapia de casais mostra que o sexo é capaz de fortalecer o relacionamento sem qualquer necessidade de conversa entre o homem e a mulher.
O objetivo do livro é fazer com que os casais se aproximem a ponto de se conhecerem melhor e se conectarem. De acordo com os autores, essa conexão pode ser fortalecida simplesmente pelo contato e pelas atitudes de cada um, sem qualquer necessidade de longas conversas.
O livro oferece, ainda, a homens e mulheres a possibilidade de descobrirem os seus respectivos índices de Vergonha, Inadequação e Fracasso (VIF) e de Medo, Isolamento e Privação (MIP). Além deste, há outros testes interessantes para que você saiba como está sua relação.
Reservando a surpresa para o fim, os terapeutas revelam uma fórmula do poder do amor que, dentre outras coisas, orienta a que você abrace o seu parceiro ou parceira seis vezes por dia durante seis segundos. Além, é claro, de valorizar os momentos de intimidade e simplicidade do dia-a-dia.







